terça-feira, 24 de novembro de 2009

ROBÔS TABAJARA

ROBÔS TABAJARA

Paulo Matos (*)

Estes serviços prestados por concessionárias de serviço público tem a ver com isso. Para consecução do projeto final do capitalismo, em sua fase terminal que vive de invasões militares e genocídios para se expandir na terceira globalização, impuseram-se condições drásticas. E mais do que drásticas, draconianas – na acepção. As empresas que vieram para cá tiveram a garantia de lucros maiores do que jamais obtiveram, na oferta inicial da firmeza do real. Devidamente repartido, é claro.

Seriam as maiores margens de ganho mundiais e a possibilidade de prestar o pior serviço possível, vide telefônicas, ao preço mais caro do planeta. Elas plantam o fim do mundo, vão matar os usuários – suas galinhas dos ovos de ouro. Tudo tem que dar lucro, temos que ser viáveis economicamente, depois felizes, se possível. É mais ou menos isso. É o filme "Corre que o sistema vem aí". E as multis também.

É inacreditável o que fazem e cobram determinadas empresas de TV a cabo, deixando o pessoal das matrizes européias e quetais com inveja do grau de exploração. Na impossibilidade de combater o dragão capitalista, Lula, o PT e a esquerda de acomodaram nos sofás das novas regras plantadas antes. Não tinha outro jeito. Ou tinha? Nesse sistema está incluído o programa de ampliação de lucros das empresas que exploram os países dominados - como as multinacionais que vieram trazer este "desenvolvimento" e "crescimento" efêmeros iniciados no governo Collor, FHC e continuados em Lulla, o herói dos banqueiros.

Eletricidade, pedágios, telefones, combustíveis, tudo a preço de ouro, levando à miserabilização de extratos populares mais baixos de maneira crescente. Bola baixa para a fiscalização, agência (ANEEL,ANP,ANA,etc) é só para inglês ver. Foi este o acerto. Quem determina os níveis do acordo são as condições, isto é mercado. O aplique foi dado, cada um saiu com o seu e está tudo certo, cada qual prá sua toca. Era mais uma crise do capitalismo sugando como desentupidor de pia, onde ganham os de cima e os da armação. Há uns 20 anos ou mais o Paul Singer veio ai e falou algo assim. Máquina o trabalhador já era, agora explorada e mal paga, robô vagabundo, Tabajara.

Impuseram-se a maximização dos lucros pela substituição da mão-de-obra por máquinas e redução de custos salariais – com evidente desemprego -. com ampliação da lucratividade empresarial pelo "enxugamento" nesse setor, já que a mera competição capitalista já não dava lucros.

Por óbvio, o sistema é pré-histórico e não foi feito para funcionar solidariamente ou em prol da humanidade. Juridicamente ganhariam todas e pretende-se mudar as leis e abolir estas excentricidades de férias, 13º e outras bobagens como contrato de trabalho – quinquilharias. Acho que dá para entender como estamos. É melhor não dizer. Viramos suco, para dizer o mínimo.

P.S.: Se não é isso, é quase isso.


(*) Paulo Matos - Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito
E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br
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Sexta, 20 de novembro de 2009, 14h32

Fonte: Redação Terra

Energia

Erro na conta de luz não obriga a ressarcimento, diz Aneel

Keila Santana
Direto de Brasília

O diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, descartou que a agência vá obrigar as distribuidoras de energia a devolver aos consumidores o valor pago a mais na conta de luz por sete anos. Hubner se reuniu com integrantes da CPI das Tarifas de Energia, que cobraram mais uma vez solução para erro no cálculo de reajustes das tarifas de energia que foi verificado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nos reajustes de 2002 até hoje.

Segundo o diretor da Aneel, haverá correção apenas pra as novas regras que vão ser apresentadas para as distribuidoras de energia. "A Aneel entende que não há obrigação de ressarcimento porque as pessoas pagaram de acordo com uma tarifa que foi definida com um contrato de concessão que estava em vigor legalmente. Pode haver apenas se as empresas concordarem de que houve esse desvio, nós podemos calcular e se elas quiserem podem devolver isso", disse Nelson Hubner.

A agência reguladora apresenta na próxima semana o balanço dos débitos das distribuidoras sobre o valor cobrado a mais dos consumidores na conta de luz. O presidente da CPI das Tarifas de Energia Elétrica da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), sugeriu que as distribuidoras façam um acordo voluntário de ajustes.

O parlamentar aposta no bom-senso dos concessionários de energia para a devolução dos valores pagos a mais porque se trata de serviço público concessionado pelo governo. "Temos o papel de defender o povo brasileiro. Nós vamos sugerir na CPI que as distribuidoras que não fizerem um entendimento com a Aneel para ressarcir o consumidor não tenham os contratos de concessão renovados", disse Eduardo da Fonte.

O diretor da Aneel não entendeu a proposta da CPI como uma ameaça e minimizou o poder da comissão de inquérito na negociação com as distribuidoras de energia. "As sugestões da CPI para se tornar efetivas terão que estar nos termos legais", disse Nelson Hubner.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

LULA ANALFABETO?

LULA ANALFABETO?

Perfeito na compreensão de que se analfabetismo é exclusão, colocar-se acima dele é participar do sistema opressivo a que se procurou desmontar desde Spártacus, Godwin, Saint Simon, Kropotkin, Bakunin, Marx, Fidel, Chávez, Evo e Lula. É esta a conclusão desta leitura.O genial Caetano perdeu a oportunidade de ficar calado e manter o brilho de suas confusões gramaticais e ideológicas que, não sabemos por que, se destacam como as letras que falam de uma América Católica podre e discriminatória como ele foi nesta declaração. Como diz o jornal da Globo, falha nossa. Ele precisa assumir. é isso.

       Paulo Matos
Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito
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“APRENDÊ A LÊ PRA ENSINÁ MEUS CAMARÁ”

O dito cantor e compositor popular Caetano Velloso é, reconhecidamente, uma pessoa controversa, paradoxal e ambígua. Se, na sua criação artística tais características produziram obras de indiscutível valor para a música brasileira, o mesmo não podemos dizer quando se trata da sua postura enquanto sujeito político. O pode-ser-não- mas-pode- ser, o é isso e ao mesmo tempo aquilo se justificava, na época da ditadura militar, por causa da forte censura sobre o livre pensamento no Brasil, a chamada “linguagem da fresta”. Hoje, porém, já somos um país que consolida dia a dia a sua democracia, o que permite há amplos setores da sociedade civil uma participação cada vez mais atuante nos desígnios políticos do país. As velhas oligarquias, os afetados pelo bacharelismo vão, cada vez mais, demonstrando sua face caduca, o que nos faz acreditar que o País da tropicália, definitivamente, está trilhando um caminho para um futuro socialmente menos desigual.

A eleição de um torneiro mecânico para presidente da República, por mais que discordem da postura política do Luis Inácio Lula da Silva, revela uma guinada das mais revolucionárias da história brasileira. E mais, numa terra governada desde os tempos imperiais pelos homens de “anel no dedo”, Lula é “formalmente” analfabeto. Está claro, para todo mundo, que a exclusão dos iletrados da vida política brasileira era uma forma de manutenção de poder das velhas elites senhoriais, que sempre se sentiram patronas dos pobres, negros, mulheres, os ditos analfabetos.

A reação de tais setores discriminados, no entanto, sempre se fez sentir, quer de forma explícita, quer em recusas e resistências cotidianas. A música, ou melhor, o samba é um dos melhores exemplos desse desejo dos excluídos de defenderem a sua condição cidadã. A música popular brasileira, nunca foi propriedade exclusiva dos “doutos” compositores formados nos conservatórios europeus e dos capitães da mídia. Muito pelo contrário, assistimos daqueles autores mais “doutos” um movimento de apropriação do legado produzido pelos marginalizados, visto a indiscutível qualidade desse nosso repertório cultural.

Ouvir, por que não sabemos ler, Caetano Velloso chamar o presidente Lula de analfabeto está na contramão de todo desejo de inclusão social que norteou as manifestações populares no Brasil. Ser analfabeto não é um defeito moral, mas uma forma de exclusão política, cidadão Caetano. É nojento, é hipócrita para a sua própria dita condição de artista popular; e mais ainda, é ofensivo ao povo pobre e negro desse País.

O Sr.Caetano Velloso devia fazer, em nome dos sambadores, dos capoeristas, das marisqueiras, dos pescadores, do povo do maculelê, dos quilombolas, dos favelados, dos migrantes e imigrantes, dos sem-terra, dos torneiros mecânicos, dos vendedores ambulantes, dos cordelistas, das vendedoras de acarajé, do povo do Iguape, enfim, de todos os côncavos e convexos historicamente discriminados na história brasileira uma retratação pública. É inadmissível, em nome mesmo da democracia, atitudes excludentes e com claro acento fascistóide como essa do dito compositor popular. Caetano Velloso votaria num analfabeto de Santo Amaro, sua terra natal na Bahia? Talvez o autor do verso “aprendê a lê pra ensiná meus camará”, apropriado pelo próprio autor? É uma pergunta ingênua - “cafona” para usar o linguajar do sofisticado músico - mais ao mesmo tempo necessária a ser feita. Precisamos “ouvir” do letrado Caetano Velloso uma explicação mais clara de tal afirmação, porque do jeito que está, parece um xingamento a todo o povo brasileiro. Uma atitude “grosseira”!

ASSOCIAÇÃO DOS SAMBADORES E SAMBADEIRAS DO ESTADO DA BAHIA*

MOSSADEGH E A POLÊMICA VISITA DO LIDER DO IRÃ A LULA

PETRÓLEO NA PAUTA
MOSSADEGH E A POLÊMICA VISITA DO LIDER DO IRÃ A LULA
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 Por que tanta contestação ao “ditador”?

Paulo Matos (*)

A visita do líder do Irã Mahmud Almahbinejad ao presidente Lula, amplamente reprovada pelas grandes mídias, vislumbra uma alternância na política externa de forma a adequar o figurino do país à nova ordem do petróleo. Notadamente da consagrada quirografariamente com os Estados Unidos, sem nada escrito, mas imposto pela força, desde o final da Segunda Guerra. Ou seja, vamos abandonar o estágio colonial. Mahmud só precisa parar com essa conversa de querer jogar o povo de Israel no mar - por mais crueldades que eles façam com os palestinos. É outra a linguagem e Lula está ai para isso.

O Brasil tem a necessidade de construir um novo perfil em face de sua ascensão como potência petrolífera. E monta estratégias políticas e comerciais, pensando grande. Lula remonta processos históricos antigos que vicejam em torno do rompimento do domínio do petróleo - com que o Brasil, na atual fase, traz profunda identidade. O Irã, a antiga Pérsia, é um antigo produtor. E muito temos a ganhar neste entendimento com um país alinhado economicamente no antigamente chamado “Terceiro Mundo”, com práticas de enfrentamento há quase 60 anos.

A meta é reverter as más políticas que claudicam neste processo, o que impôs o atraso ao Brasil no setor com atraso na exploração – que superou, impondo-se ao mar na melhor tecnologia do mundo -, assim como a entrega pelas concessões do governo anterior de grandes bacias aos que pretendem o monopólio, em regras que querem manter. Vamos comemorar, em primeiro de maio de 2011, os 60 anos da nacionalização do petróleo pelo Irã.

No ano de 1951 aconteceu no Irã a revolução petrolífera do primeiro-ministro do Irã Mohamed Mossadegh, durante o governo do Xá Reza Pahlevi, que era subserviente aos EU e à Inglaterra e o colocou para fora. Foi Mossadegh que nacionalizou o petróleo e a Anglo-Iranian inglesa, um estado dentro do estado, que o explorava sua descoberta em 1908. Hoje é um herói por lá.

Em finais de agosto de 1953 Mahmud Mossadegh seria derrubado, pois o Xá Reza Pahlevi recuperou seus plenos poderes como títere dos interesses anglo-americanos no Irã. Nacionalista, Mossadegh era chefe do Movimento Nacional Iraniano e para muitos esta expulsão foi o fim do Império Britânico. Era a “Operação Ajax”, da CIA e do Serviço Secreto Inglês. Em face do processo, entrou em ação o movimento antinacionalista dos EU, que agiu na Guatemala, Brasil e Argentina, derrubando respectivamente Arbenz, Vargas e Perón, em 1954.

Embora derrotada, esta experiência foi a partida para que se impusessem relações mais justas ou nem tanto na questão do petróleo, na base de meio a meio. Agora, se Lula quer ficar de bem com Mahmud Ahmadinejad, fale bem de Mossadegh - escolhido recentemente como a personalidade histórica do Irã. Não sei por que, quem vende livros a beça por lá é o Paulo Coelho, quatro milhões de exemplares. Vê-se que é um povo estranho esse do Irã, mas com os mesmos interesses comerciais no petróleo. É mais ou menos isso.

(*) Paulo Matos - Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito, está escrevendo o livro “Verão Vermelho-os 60 anos do movimento O petróleo é nosso”“
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CHAVEZ EXAGERADO?

CHAVEZ EXAGERADO?

Paulo Matos (*)
 Novembro, 2009

A manifestação de Chávez em face da definição sobre as bases militares norte-americanas na Colômbia foram exageradas? Chamaram para a guerra, criando hipóteses impossíveis de geração de conflitos? É isso ou não é nada disso? Bem, a memória da história parece confirmar a assertiva do líder venezuelano. Mas sobre ele se lança forte campanha de demonização. O fato é que a exportação da guerra para a América do Sul vai matar nossos filhos em breve, por bombardeios insanos - isso é real.

Vamos aos dados: “A expansão dos EU sobre o continente americano, até a América do Sul, é o destino de nossa raça e nada pode detê-la”. Em 1857, na posse, o presidente James Buchanan disse isso. A frase é antiga? Vejamos se confirma: os EU dobraram o tamanho de seu país através de invasões. Antes de matar todos os índios que povoavam a América, a quinze anos da Independência os EU compram, sob leve pressão, o hoje estado da Lusiania - que era da França.

Depois, os EU adquirem a Flórida da Espanha, com igual gentileza. São novos estados. E de quebra roubam vasto território do México, do Texas a Califórnia, já com genocídios. O Havaí eles tomaram em 1898. Guantánamo foi “arrendada” pelos EU em 1903 em um “contrato perpétuo” – figura inexistente no Direito. Invadiram Cuba em 1961, tentando derrubar a Revolução Popular. “As novas nações emancipadas da América estão sob a proteção dos EU”, disse o presidente Monroe em 1823, quando achacava o México. “A América para os americanos”, afirmavam. Do norte, é claro.

A “nação das nações” iria comandar o mundo e esta ideologia se espalha em meados da década de 1840-50. O diplomata e jornalista John Louis O`Sullivan é a quem se atribui a origem desta expressão, o “Destino Manifesto” – que atribuía aos EU a escolha divina para dominar o mundo, alimentando a expansão populacional e dos imigrantes. Como no antigo poder absoluto dos reis escolhidos por Deus para governar - derrotados pelo Iluminismo. No ano de 1855, um jornal de New Orleans publicava matéria dizendo que “a pura raça anglo-americana está destinada a estender-se pelo mundo com a força de um tufão”. A raça hispano-mourisca seria abatida. É o que escreve o jornal “New Orleans Creole Courier, de 27/1 deste ano, na liderança branca do país mestiço.

Hoje os EUA tem 170 bases em cinco continentes. Há séculos a história registra invasões do México, Nicarágua, Guatemala, Panamá, Coréia, Vietnã, “rangers” na Bolívia – falta espaço para tudo. O Washington Post (19/10/2006) escreveu que o presidente Bush disse que o espaço sideral também pertence aos EU. Este Chávez só fala sandices mesmo. Imagine, como se os EU tivessem uma ave de rapina na Bandeira!

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

OS CORREDORES DO TRANSPORTE COLETIVO

OS CORREDORES DO TRANSPORTE COLETIVO

Paulo Matos (*)

Só pode ser bem-vinda qualquer forma de amor ao transporte coletivo urbano, solução histórica para os congestionamentos que, no futuro, inviabilizarão as cidades – e a data é próxima. Assim, o corredor do sistema na Avenida Ana Costa seria modelar para implantação na cidade inteira. Porém, o dado fornecido pela CET é de que foram ganhos cinco (5) minutos no trajeto é de uma fragilidade latente.

Esse tempo é igual ao perdido em cada ponto na cobrança da passagem pelo motorista – que ainda sai andando, dirigindo e cobrando concomitantemente, em desafio às leis do trânsito contribuindo para a ruína do sistema caótico, crônico e ineficaz que merece melhor sorte. Oxalá o futuro reserve às massas este desígnio.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

FAVELA INCENDIADA

FAVELA INCENDIADA

Outubro 2009

Paulo Matos (*)

Aconteceria se as metas olímpicas para 2016 e para a Copa do Mundo em 2014 fossem as metas sociais preconizadas pela ONU? “Mais um incêndio em favela de São Paulo. Dessa vez foi na favela Diogo Pires. Acontece que esse é o quarto incêndio nessa mesma favela que sofreu com incêndios em 2000, 2002, 2006 e agora em 2009. Segundo documento da FINEP de 9/3/2005, o Laboratório de Segurança ao Fogo, do IPT de São Paulo, que há 28 anos vem desenvolvendo trabalhos de prevenção e controle de incêndios, são registrados, em média, 800 incêndios por ano em São Paulo. Pergunto: Média de 800 incêndios por ano?” Por que as metas esportivas são mais importantes do que as sociais? Moradias? Saúde? Educação? Transporte Coletivo? Ou estádios e pistas?

“Por que o último incêndio em uma favela do Rio – que tem quase tantas favelas quanto São Paulo – só aconteceu em 1969 na favela Praia do Pinto, durante o governo do Carlos Lacerda? Curiosidade: dias antes desse incêndio o DOPS prendeu todos os dirigentes da FAFEG (Federação das Favelas do Estado da Guanabara) que foram acusados de serem comunistas. Será que os últimos incêndios nas favelas de São Paulo seriam uma forma de se evitar as obras do PAC que urbanizariam essas favelas?...”

Estes dois parágrafos são originais do texto de Stanley Burburinho que me chegou pela Internet. Aconteceria se as metas olímpicas para 2016 e para a Copa do Mundo em 2014 fossem as metas sociais preconizadas pela ONU? Por que as metas esportivas são mais importantes do que as sociais? Moradias? Saúde? Educação? Transporte Coletivo? Ou estádios e pistas? Ou vamos deixar que alguém cuide disso com espírito de “empreendedorismo”? Pode até ser, se o articulador tiver ótica social.

(*) Paulo Matos
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A MOÇA DESNUDA DA UNIVERSIDADE

A MOÇA DESNUDA DA UNIVERSIDADE

Paulo Matos (*)

Já houve tempo que a nudez foi arte. Hoje, enquadrada em um sistema violento, faz isso. As análises sobre os múltiplos aspectos do episódio recente da jovem atacada na universidade, porque vestida com ousadia, revela aspectos sociais importantes que retratam estes tempos de crise social. A violência criminal não existe por acaso.

A moça foi vaiada, xingada e agredida por pessoas que apoiam a tortura e a pena de morte. Estas análises deixaram de considerar o grau de degradação moral e cultural de nossa população, expressa mais acirradamente na juventude.

É uma juventude “educada” pela barbárie da TV e pelas academias de ginástica, gestionadas por uma sociedade violenta e egoísta que treina esportes e não freqüenta bibliotecas. Logo andarão de quatro outra vez, tenho dito. É só observar o estágio das relações individuais e sociais. São ascendentes, os "self made man", que põe fogo em mendigos.

Esta é uma geração de inoclastas e de idiotas, que em massa e com a ascensão de grupos religiosos pode sim resultar em algo semelhante ao fenômeno nazi-fascista, que se deu em uma sociedade mais evoluída do que a nossa em um espetáculo de barbárie, estupidez e egolatria. Avisar é bom, projetar com base em dados é melhor ainda.

A boçalidade da condição destes "universitários" e sua falta de formação e informação é caótica, resultado do aperto na panela de pressão da Ditadura Militar. Fazendo com que eles se deixem guiar pela testosterona e pelos estímulos da propaganda.

Não se deixe de avaliar a participação das próprias mulheres que, incorporando o sistema, fazem da beleza e da atração um negócio de ascensão social, rentável de alguma maneira - nem que seja com o prazer do orgulho. Vítimas do sistema econômico que difunde o egoísmo e o cada um por si, transforma pessoas e sentimentos em coisas - fazendo temer pelo futuro.

Paulo Matos
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EVITAR ASSALTOS À CONDOMÍNIOS?

EVITAR ASSALTOS À CONDOMÍNIOS?

Se fala nos fatos dos assaltos aos condômínios pelas pessoas ligadas ao tema, atinentes a ele mas dissociadas de suas causas - mas em um discurso triste, pândego e ingênuo, repetitivo e infrutífero nesta crônica de tentativas de rebater a violência social crescente. Que se torna crônica e cada vez mais vislumbrada sem solução que cria métodos alternativos de "condomínios bem equipados" e "métodos de segurança" em métodos tecnológicos sofisticados, como se fosse possível. Acreditam mesmo na sua eficácia?

Essas tentativas se tornam frágeis perante à criatividade dos que optam pela ação marginal, enquanto alheia ela cresce, com os assaltos e crimes incômodos e cruéis. Que tal começar a pensar em ações efetivas além destas, científicas e sociais de modo a banir esta trajetória de associação social anômala para o delito, na essência da ação deletéria? É esta a questão ante o caos que se desenha.


Paulo Matos
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A VIOLÊNCIA FAZ ESCOLA. O QUE FAZER?

A VIOLÊNCIA FAZ ESCOLA.
O QUE FAZER?

Paulo Matos (*)

O conceito do psicanalista ucraniano Wilhelm Reich tem um papel fundamental em sua obra psicanalítica, designando basicamente o conjunto de sintomas neuróticos. Que, com o denominador comum das tendências sadomasoquistas, impregnam a personalidade do ‘‘homem medíocre’’ contemporâneo.

Idosos e crianças, além de jovens e adultos, não falam outra coisa – a violência é o tema dominante. Reich chama de “praga emocional” essa tendência, presente em setores da classe média ou alta que se identificam com a repressão. E toca a pedir o reforço da “segurança” gerando balas perdidas. As novelas aderiram.

São pessoas favoráveis não apenas à pena de morte, mas à tortura e tratos cruéis, assim como à negação de direitos nas prisões - o que multiplica, geométrica e irracionalmente, a marginalidade. Ouvi certa vez Dona Maria Augusta Capistrano, mãe do ex-prefeito David, dizer que a violência atual é resultante da violência exemplar da Ditadura e da escravidão. É inerente ao capitalismo cruel e o Brasil é um dos países mais violentos do mundo.

A violência está presente na sociedade, como vingança saborosa. É doença social. Ela nega a integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. Vem do latim violentia e deriva de vis, força, vigor. Está dentro de nós mesmos e atrai milhões, basta ver seu sucesso na cinema e na televisão. Eliminação em massa de pessoas já não horroriza: quantos aprovaram e aprovam o massacre dos 111 do Carandirú?

Trata-se de um problema grave, a que o estado deve interferir com moduladores culturais e exigências nas telecomunicações. Chamar esta exposição de “liberdade de expressão” é crueldade social. Se algo assusta, este temor é a paixão popular por atos criminais, refletindo o quanto saudável é a sociedade da competição produzindo coisas assim. A violência intrínseca dos expectadores é maior que a dos agentes. Temos muitos adeptos das teorias de eliminação imediata e sem julgamento, cada vez mais numerosas – o que dá medo – pois geram exemplos.

As novelas, mais do que populares, diárias e múltiplas que dão aulas de gritos e pancadarias – até crimes, agora, viraram moda – atraem milhões. São patologias sociais, reflexos de um sistema econômico e político competitivo e opressivo, que exclui a solidariedade e a participação. Esta violência exposta não é um epifenômeno ou um detalhe sem maior importância, exige intervenção. Até que ponto essa infestação de violência não torna a sociedade mais violenta? São tempos dos cronistas policiais.

A violência deseduca? Lance o tema em qualquer roda e não se falará mais em outra coisa: o tema é atrativo. E saboroso, para tantos. Nosso papel é saber até que ponto isso é deletério e maléfico à sociedade, até que ponto a “educa” para a violência. As páginas policiais dos jornais impressos são por muitos buscadas prioritariamente na leitura dos diários.

Presente e freqüente nos canais da TV aberta, quando não investigados “cientificamente” com todos seus detalhes sórdidos e desumanos em “especiais”, estas matérias estão nas telas em todos os telejornais que, competindo pela audiência e pelo lucro – aliás, seus únicos fins, contrariamente à concessão estatal que lhes dá liberdade absoluta de programação.

A impressão é que de algum modo as pessoas tem uma grande atração por este tipo de notícia. basta perceber as atrações que são as ocorrências policiais nas ruas, em torno das quais se aglomeram centenas de pessoas. Esta violência intrínseca explode nas relações sociais, nos esportes, no trânsito. A violência consome o espírito e gera a mortal adrenalina. Mata em todos seus sentidos.


(*) PAULO MATOS
 Jornalista, Historiador pós-graduado e bacharel em Direito. Escreveu o livro “Anchieta, 15 anos, a redenção da loucura” F 13-38771292-97014788 - Email: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br
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PEQUENOS ASSASSINATOS

PEQUENOS ASSASSINATOS

(*) Paulo Matos


Os múltiplos assassinatos de Guarujá e deste país - meia dúzia esta semana -, se tornam costumeiros, como no filme secular de Alan Arkin. A crise social está posta à mesa..Será que elas permitem que se eleja como privilégio pontes de ouro e torneios esportivos de 2014 ou 2016 antes de sanear a miséria social? Será que a fé na promessa de esperar o bolo crescer para dividi-lo com as massas populares vai durar? Até quando? E os hospitais, policlínicas, creches, escolas, restaurantes populares, centos de educação e convivência serão substituidos pelos estádios? "Quosque tandem abuttere patientia nostra?" Até quando abusarás da nossa paciência? Vamos continuar convivendo com a inépcia na eleição de falsas prioridades, ó dirigentes?

Paulo Matos
Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito
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A lucidez e a consciência política e revolucionária do camarada Fidel Castro nesta análise mostra porque que soube fazer história

A lucidez e a consciência política e revolucionária do camarada Fidel Castro nesta análise mostra porque que soube fazer história.

Paulo Matos


UM PRÊMIO NOBEL PARA EVO
Reflexões do companheiro Fidel

Se a Obama lhe foi outorgado o Prêmio por ganhar as eleições em uma sociedade racista, apesar de ser afro-americano, Evo é merecedor dele por ter ganho as eleições em seu país, apesar de ser indígena, e ainda cumprir o prometido.

Pela primeira vez em ambos os países um ou outro de sua etnia chega à Presidência.

Mais de uma vez chamei a atenção para o fato de que Obama era um homem inteligente, educado num sistema social e político no qual crê. Deseja estender os serviços de saúde a quase 50 milhões de norte-americanos, tirar a economia da profunda crise que padece e melhorar a imagem dos Estados Unidos, deteriorada pelas guerras criminosas e as torturas. Não imagina, nem deseja nem pode mudar o sistema político e econômico de seu país.

O Prêmio Nobel da Paz tem sido conferido a três Presidentes dos Estados Unidos, um ex-presidente e um candidato a Presidente.

O primeiro foi Theodore Roosevelt, eleito em 1901, dos Rough Riders (jóqueis duros), quem desembarcou em Cuba seus jóqueis, mas sem cavalos, no período da intervenção dos Estados Unidos em 1898 para impedir a independência de nossa Pátria.

O segundo foi Thomas Woodrow Wilson, que introduz os Estados Unidos na primeira guerra pela partilha do mundo. No Tratado de Versalhes impôs condições tão severas à vizinha Alemanha, que criou as bases para o nascimento do fascismo e o estalo da Segunda Guerra Mundial.

O terceiro é Barack Obama.

Carter foi o ex-presidente a quem vários anos depois de ter finalizado seu mandato lhe foi outorgado o Prêmio Nobel. Sem dúvidas, um dos poucos Presidentes desse país incapaz de ordenar o assassinato de um adversário, como fizeram outros; devolveu o Canal ao Panamá, criou o Escritório de Interesses em Havana, evitou cair em grandes déficits orçamentários e esbanjar o dinheiro em benefício do complexo militar industrial, como fez Reagan.

O candidato foi Al Gore, que tinha sido vice-presidente; o político norte-americano com maior conhecimento sobre as terríveis conseqüências da mudança climática. Mais para frente, quando foi eleito candidato à Presidência, foi vítima da fraude eleitoral e despojado da vitória, por W. Bush.

As opiniões sobre a entrega deste Prêmio têm sido muito divididas. Muitos partem de conceitos éticos ou refletem contradições evidentes na imprevista decisão.

Haveriam preferido esse Prêmio como fruto de uma tarefa realizada. Nem sempre o Prêmio Nobel da Paz foi entregue a pessoas merecedoras dessa distinção. Às vezes receberam-no pessoas ressentidas, auto-suficientes, ou pior ainda. Lech Walesa, ao conhecer a noticia exclamou com desprezo: “Quem, Obama? É muito rápido. Não tem tido o tempo suficiente para fazer alguma coisa”.

Em nossa imprensa e em CubaDebate, companheiros honestos e revolucionários foram críticos. Um deles salientou: “Na mesma semana em que foi outorgado o Prêmio Nobel da Paz a Obama, o Senado dos Estados Unidos aprovou o maior orçamento militar da história: 626 bilhões de dólares.” No Noticiário de Televisão, outro jornalista comentou: “O que fez Obama para merecer essa distinção?” Mais outros perguntaram: “E a guerra do Afeganistão e o incremento dos bombardeios?” São pontos de vista baseados nas realidades.

Desde Roma, o diretor de cinema Michael Moore pronunciou uma frase lapidária: “Parabens, presidente Obama, pelo Prêmio Nobel da Paz; agora, por favor, ganhe-o”.

Estou certo de que Obama concorda com a frase de Moore. Possui suficiente inteligência para compreender as circunstâncias que rodeiam o caso. Sabe que ainda não o ganhou esse Prêmio. Esse dia, de manhã, declarou: “Acho que não mereço acompanhar tantas personalidades transformadoras homenageadas com este Prêmio”.

Afirma-se que são cinco os membros do famoso comitê que outorga o Prêmio Nobel da Paz. Um porta-voz asseverou que foi por unanimidade. Corresponde fazer uma pergunta? O galardoado foi ou não consultado? Uma decisão dessa índole pode ser tomada sem antes a pessoa premiada ter sido advertida disso? Este não pode ser julgado moralmente de igual forma se conhecia ou não com antecedência a indicação para o Prêmio. O mesmo pode ser afirmado a respeito daqueles que decidiram premia-lo.

Talvez seja necessário criar o Prêmio Nobel da Transparência.

Por outro lado ninguém mencionou o nome de Evo.

É obvio que pela primeira vez na história da Bolívia, um autêntico indígena aimara exerce a presidência desse Estado, criado pelo Libertador Simon Bolívar depois da Batalha de Ayacucho, quando o último vice-rei da Espanha foi vencido pelo General Antonio José de Sucre.

A Bolívia possuía, então, 2 milhões 343 mil 769 quilômetros quadrados.

A sua população era integrada fundamentalmente pelos descendentes da civilização aimara-quíchua, cujos conhecimentos em diversas esferas assombram o mundo. Mais de uma vez tinham-se sublevado contra seus opressores.

Os oligarcas fratricidas e pró-imperialistas dos Estados vizinhos, apesar dos vínculos comuns de sangue e cultura, arrebataram à Bolívia 1 milhão 247 mil 284 quilômetros quadrados, mais da metade da superfície. É bem conhecido que ao longo dos séculos, o ouro, a prata e outros recursos da Bolívia eram extraídos pelos privilegiados donos de sua economia. Enormes jazidas de cobre, as maiores do mundo, e outros minérios lhe foram arrebatados depois da independência em uma das guerras promovidas pelos imperialistas britânicos e ianques.

Apesar disso a Bolívia conta com importantes jazidas de gás e de petróleo e possui, além disso, as maiores reservas conhecidas de lítio, minério muito necessário em nossa época para a armazenagem e uso da energia.

Evo Morales, camponês indígena muito pobre, transitou pelos Andes, juntamente com seu pai, antes de completar seis anos, pastoreando lhamas de um grupo indígena. Conduziam-nas durante 15 dias até o mercado onde as vendiam para adquirir os alimentos da comunidade. Respondendo a uma pergunta minha sobre aquela singular experiência, Evo me contou que durante a viagem “hospedava-se no hotel mil estrelas”, uma bela forma de fazer referência ao céu limpo da cordilheira onde por vezes são colocados os telescópios.

Naqueles duros anos de sua infância, a alternativa dos camponeses na comunidade onde nasceu, era o corte da cana-de-açúcar na província argentina de Jujuy, na qual às vezes uma parte da comunidade refugiava-se durante a safra.

Não muito longe de La Higuera, onde o Che, ferido e desarmado, foi assassinado no dia 9 de outubro de 1957, Evo, que tinha nascido no dia 26 desse mesmo mês no ano 1959, ainda não completara os 8 anos. Aprendeu a ler e a escrever em espanhol, caminhando até uma escolinha pública a cinco quilômetros da choça onde num rústico quarto viviam seus irmãos e seus pais.

Durante sua azarenta infância, onde quer que houvesse um professor, ali estava Evo. De sua raça adquiriu três princípios éticos: não mentir, não roubar, não ser débil.

Aos 13 anos o pai autorizou-o para que se mudasse para San Pedro de Oruro e estudar o bacharelado. Um de seus biógrafos conta que era melhor em Geografia, História e Filosofia do que em Física e Matemática. O mais importante é que Evo, para custear seus estudos, acordava às 02h00 para trabalhar como padeiro, construtor ou noutra atividade física. Freqüentava as aulas à tarde. Era admirado por seus companheiros os quais o ajudavam. Desde o primário aprendeu a tocar instrumentos de vento e foi trompete de uma prestigiosa banda de Oruro.

Ainda adolescente, organizou a equipe de futebol de sua comunidade, da qual foi o capitão.

O acesso à universidade não estava a seu alcance por ser indígena aimara e pobre.

Após ter concluído seu último ano de bacharelado, cumpriu o serviço militar e regressou a sua comunidade, localizada na altura da cordilheira. A pobreza e os desastres naturais obrigaram a sua família a emigrar para a zona subtropical de El Chapare, onde a mesma conseguiu obter um pequeno lote de terra. Seu pai morre em 1993 quando ele tinha 23 anos. Trabalhou duramente a terra, mas era um lutador nato, organizou todos os trabalhadores, criou sindicatos e com eles encheu vazios aos quais o Estado não prestava atenção.

As condições para uma revolução social na Bolívia foram criadas nos últimos 50 anos. No dia 9 de abril de 1952, antes do início de nossa luta armada, estalou a revolução nesse país com o Movimento Nacionalista Revolucionário de Victor Paz Estenssoro. Os mineiros revolucionários derrotaram as forças repressivas e o MNR tomou o poder.

Os objetivos revolucionários na Bolívia estavam longe de serem cumpridos. Em 1956, segundo as pessoas bem informadas, começou o declínio desse processo. Em 1 de janeiro de 1959 triunfa a Revolução em Cuba. Três anos depois, em janeiro de 1962, nossa Pátria foi expulsa da OEA. A Bolívia absteve-se. Mais tarde todos os governos, exceto o México, interromperam relações com Cuba.

As divisões do movimento revolucionário internacional fizeram-se sentir na Bolívia. Eram necessários ainda mais de 40 anos de bloqueio a Cuba, o neoliberalismo e suas desastrosas conseqüências, a Revolução Bolivariana na Venezuela e a ALBA; a Bolívia precisava de Evo e do MAS.

Seria longo sintetizar em poucas folhas sua rica história.

Apenas direi que Evo foi capaz de vencer terríveis e caluniosas campanhas do imperialismo, seus golpes de Estado e ingerência nos assuntos internos, defender a soberania da Bolívia e o direito de seu povo milenar a que sejam respeitadas seus costumes. “Coca não é cocaína”, disse ao maior produtor de maconha e o maior consumidor de drogas no mundo, cujo mercado tem sustentado o crime organizado que no México e custa anualmente milhares de vidas. Os maiores produtores de drogas do planeta são dois dos países onde estão as tropas ianques e suas bases militares.

Na armadilha mortal do comércio de drogas não caem a Bolívia, a Venezuela e o Equador, países revolucionários que, igual a Cuba, são membros da ALBA, sabem o que podem e devem fazer para levar a saúde, a educação e o bem-estar a seus povos. Não precisam de tropas estrangeiras para combater o narcotráfico.

A Bolívia leva adiante um programa de sonho sob a direção de um Presidente aimara que conta com o apoio do povo.

Em menos de três anos erradicou o analfabetismo: 824 mil 101 bolivianos aprenderam a ler e a escrever; 24 mil 699 fizeram-no em aimara e 13 mil 599 em quíchua; é o terceiro país livre de analfabetismo, depois de Cuba e da Venezuela.

Presta atendimento medico gratuito a milhões de pessoas que jamais o tinham recebido; é um dos sete países do mundo que nos últimos cinco anos conseguiu reduzir mais a mortalidade infantil, com possibilidades de cumprir as Metas do Milênio antes de 2015, e em uma proporção similar às mortes maternas; operou da visão 454 mil 161 pessoas, delas 75 mil 974 brasileiros, argentinos, peruanos e paraguaios.

Na Bolívia foi estabelecido um ambicioso programa social: todas as crianças das escolas públicas da primeira à oitava série, recebem uma doação anual para sufragar o material escolar que beneficia a quase dois milhões de alunos.

 Mais de 700 mil pessoas maiores de 60 anos recebem um bônus equivalente a 342 dólares anuais.

Todas as mulheres grávidas e as crianças menores de dois anos recebem uma ajuda de aproximadamente 257 dólares.

Na Bolívia, um dos três países mais pobres do hemisfério, o Estado controla os principais recursos energéticos e minerais do país, respeitando e compensando cada um dos interesses afetados. Marcha com cuidado porque não deseja retroceder um passo. Suas reservas em divisas vão crescendo. Evo dispõe de não menos de três vezes mais do que dispunha ao início de seu governo. É dos países que melhor fazem uso da cooperação externa e defende com firmeza o meio ambiente.

Em muito pouco tempo se conseguiu estabelecer o Padrão Eleitoral Biométrico e já estão registrados aproximadamente 4,8 milhões de eleitores, quase um milhão mais do que o último padrão eleitoral, que em janeiro de 2009 totalizava os 3,8 milhões.

Em 6 de dezembro serão as eleições. Com certeza o apoio do povo a seu Presidente aumentará. Nada tem podido deter seu crescente prestígio e popularidade.

Por que não lhe é conferido o Prêmio Nobel da Paz?

Entendo sua grande desvantagem: ele não é presidente dos Estados Unidos,

Fidel Castro Ruz

Outubro 15 de 2009

4h25

Agência Cubana de Notícias
www.cubanoticias.ain.cu
ainportugues@ain.cu

terça-feira, 3 de novembro de 2009

TRANSPORTE COLETIVO: SEGURA ESSA ONDA E DÁ UM TEMPO!

TRANSPORTE COLETIVO:

SEGURA ESSA ONDA E DÁ UM TEMPO!

Sugere-se uma ficção a carta enviada pela empresa Piracicabana negando as críticas ao sistema de transporte coletivo, sequer a existência de queixas a respeito do sistema. As pessoas desistiram sim que reclamar após milhares de cartas. A retirada do cobrador é ilegal diante da farta legislação do país e sobrevive por mistério. Não há fiscais do CET e a pesquisa anunciada é duvidosa.

Motoristas de carros são multados por fumar ou dirigir. Isso enquanto motoristas de ônibus dirigem com os cotovelos para cobrar, 100% dos quais andando para não perder a hora. Todos eles se queixam, podem conferir estes fatos, inclusive os usuários.

A superlotação dos ônibus da maneira que existe não é permitida, maltrata o usuário. Inviabiliza a única forma de redução do transporte individual necessária. Escrever que 80% dos usuários usam a bilhetagem eletrônica desmente os fatos. Não há transporte noturno, os veículos atrasam e andam em linhas repetidas. Atrapalha o turismo e os negócios, o custo é caro. Segura essa onda e dá um tempo.

(*) Paulo Matos
Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito
E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br
Blog: http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com
 F.13-38771292 – 97014788

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

HALLOWEEN, SACI PERERÊ E DOMÍNIO CULTURAL

HALLOWEEN, SACI PERERÊ E DOMÍNIO CULTURAL
- pelo Dia do Saci

Paulo Matos (*)

Pelo Dia do Saci: a ampliação no Brasil das adesões à comemoração do Halloween neste dia 31 de outubro, o Dia das Bruxas, no arco do domínio econômico e cultural secular, reflete um estado de submissão a um folclore triste de neve e frio, sem brilho – que pede o Saci para alegrar-se. O Dia das Bruxas vindo de fora cresce sem a nossa história e beleza tropical.

O Halloween não tem nossa riqueza de multiplicidade étnica da maior natureza do mundo, que produziu o Saci Pererê, frutificado de países de capital concentrado extraído das minas gerais, em que vive um estágio econômico perverso e falimentar - um estado mental incompatível com estes nossos tempos de expansão libertária e igualitária.

Saci é o folclore do menino negro de barrete vermelho, de perna única, que alegra as matas. Uma mescla do indígena e do africano, brasileiro de raiz, que o grande incentivador do petróleo Monteiro Lobato cobra existência real desde 1917 - quando lançou seu manifesto. A nação cobra este retorno às raízes do Saci nestes tempos de projeção do Brasil e do bota-fora das bruxas que nos apavoram por séculos.

(*) Paulo Matos
Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito
E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DIPLOMA DE JORNALISTA: QUAL SERIA A CONTRADIÇÃO?

DIPLOMA DE JORNALISTA:
QUAL SERIA A CONTRADIÇÃO?
21.10.2009

Paulo Matos (*)

Qual seria o conflito entre o princípio constitucional da liberdade de expressão e a exigência do diploma para o exercício do jornalismo? E qual seria sua diferença característica em relação às demais profissões, que exigem a formação específica para seu exercício, que permitisse esta análise? A argüição da defensora da existência deste embate impossível, a nosso ver, se equivoca como seus formuladores, adversários da informação sistematizada.

A questão enunciada nesta terça 20 em A Tribuna (A-6), em extenso artigo da presidente da Associação Nacional dos Jornais Judith Brito, se antepõe à tentativa de inserir esta exigência como norma constitucional. O que se anuncia, já que julgada inconstitucional em decisão recente pela mais alta corte - o STF, Supremo Tribunal Federal, contrariando os interesses da sociedade de massas corroída pela desinformação.

A dirigente crê a decisão peremptória e fatalmente destinada a ter o mesmo julgamento diante de novos juízos, não a vendo questionável na sua natureza dialética - embora a conexão entre o princípio e a exigência seja invisível para a maioria dos que vivem o mundo do Direito, para dizer o menos.

Esdrúxula – e não “clara e sábia”, como tenta tingir a decisão nossa articulista – é o parecer que suspende uma categoria profissional pelo chamado “Pretório Excelso”. Que ameaça, com sua edição, todas as demais – como médicos, dentistas, arquitetos, engenheiros, dentistas, enfim, em um “liberou geral”. A Constituição não alinha profissões, mas, contrario sensu, apenas o direito legal à sua existência.

Seria defender o princípio da “Liberdade de Expressão” o aniquilamento de um saber em construção, deixado ao léu ao sabor de interesses individuais? Não estaria configurado o exagero liberal? A reflexão é, esta sim, exigível, no reconhecimento da articulista da necessidade de preparação do gerador de informações.

A principal questão, entre tantas que justificam a exigência do diploma de curso de graduação de nível superior para o exercício profissional do jornalismo, é que a sociedade precisa dela, para uma informação qualificada. Para se preparar jornalistas capazes a desenvolver estes princípios nada como um curso superior de graduação em jornalismo, conquista secular.

Concluindo, sabemos que a exigência do diploma de jornalismo não impede de maneira alguma a Liberdade de Expressão – e o quanto falacioso é o argumento. Temos história: o primeiro Congresso dos Jornalistas a afirmar tal exigência é de 1918. A primeira regulamentação é de 1938. A fundação do primeiro curso de jornalismo do Brasil foi em 1947. E o reconhecimento jurídico da necessidade de formação superior, em 1969, aperfeiçoado pela legislação de 79. Isto não é pouco.

Paulo Matos
Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito
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sábado, 17 de outubro de 2009

A REVOLUÇÃO DE 1935

A REVOLUÇÃO DE 1935

Paulo Matos (*)

Neste dia 27 de novembro de 2009 registramos os 74 anos da Revolução de 1935. Um episódio pouco conhecido e ensinado e, quando isso é feito, impõem-se deformações frutificadas da época de graves contradições ideológicas entre os donos do poder e os revolucionários, que tinham expressiva atuação política no Brasil.

Essa Revolução chegava propondo reformas sociais, econômicas e políticas de que o Brasil carece até hoje: aumento de salários, nacionalização das empresas, proteção da pequena propriedade, defesa das liberdades públicas, sob o lema “Terra, pão e liberdade”.

Presente no livro das Autonomias de Santos, deste autor – “Santos, 115”, esta leitura da chamada “Intentona” comunista de 1935 foi uma tentativa de mudança política do país que, por sua extensão territorial e múltiplas realidades. Todo este processo de luta popular tem uma raiz histórica que passa pela derrota em 1935.

A Revolução de 1935 foi um movimento que, para crucificar seu significado, foi batizado de “Intentona Comunista” pelos setores dominantes da direita, “intentona”. Que em espanhol significa “instinto louco” ou “plano insensato”. Mas a Revolução de 35 no Brasil, da Aliança Nacional Libertadora – ANL – foi, na verdade, muito mais do que isso.

Na verdade, o movimento foi uma Frente Popular para combater o nazi-fascismo e fazer a revolução socialista, humanizando uma sociedade cruel e desigual, o primeiro e maior movimento popular de caráter nacional no Brasil. A palavra revolução tem hoje o sentido contrário de seu significado etimológico latino, em que “revolutio” se traduz como retorno ou volta. Mas revolução é futuro.

Segundo Emannuel Kant, a revolução é uma força necessária no processo evolutivo da humanidade, desde que seja real e transformadora das estruturas sociais. É o passo decisivo embora doloroso, escreve Kant, para construção da nova sociedade em bases éticas superiores.

É a ruptura da ordem social vigente e suas condutas consideradas normais no modo de pensar, crer e agir. A ANL foi a primeira organização política nacional das classes populares em mais de quatro séculos, escreveu Ronald H. Chilcote na Universidade da Califórnia em 1974, no livro “The Brazilian Communist Party – 1922/1972”.

Criada na onda das frentes populares européias, a Revolução de 35 recebeu apoios do rio grande do norte e Pernambuco e reagia contra um Brasil oligárquico e cruel com as maiorias. Era liderada pelo Partido Comunista Brasileiro, então “do Brasil”, cujo diferencial da história da esquerda no país era a prática da organização sem o empirismo da agitação política sem alvo objetivo, procurando superar as lutas anarquistas.

A história da Revolução de 1935, cuja data em 27 de novembro de 2009 registra os 74 anos de ocorrência, é uma história que os livros oficiais ou não contam ou deturpam drasticamente, sem revelar a barbárie da repressão sanguinária que se seguiram contra os que queriam evoluir a sociedade dos seus antigos marcos herdados.

Durante toda a idade média, pensamento que herdamos, considerou-se justa a desigualdade em favor da nobreza e do clero, o que se modifica com as revoluções inglesas de 1640 e francesa, 1789 – abrindo as portas para a transformação mundial que 1935 ousou.

Com seu esmagamento, o Brasil perdia sua oportunidade de crescer com igualdade, captando o sonho da solidariedade social em um dos maiores países do mundo com uma Frente Popular. Seu Presidente de Honra era Luiz Carlos Prestes, antigo líder da Coluna Tenentista que percorreu o Brasil de 1925 a 1927 sem uma única derrota, na defesa de reformas sociais que beneficiassem as maiorias. Preso em 1935, seria libertado com base na Lei de Proteção aos Animais pelo advogado Sobral Pinto.

Então com 38 anos, nascido em 3/1/1898, engenheiro pela Escola Militar do Rio de Janeiro em 1919, Prestes era Capitão-engenheiro em Santo Ângelo, RGS, no quartel que rebela. E se junta com Miguel Costa na famosa Coluna, em 1925. È em 1927 seu contato com Astrogildo Pereira, ex-anarquista fundador do PCB em 22, que o traz para a causa comunista.

Em 1929 Prestes é convidado pelo PCB para disputar a Presidência da República, não conseguindo um consenso entre os tenentes da Coluna. E deixa eleger Julio Prestes, da oligarquia paulista. Convidado por Vargas para a direção militar da Revolução de 1930, manifesta sua recusa através de um manifesto em abril.

Vitorioso o movimento de 1930, é preso em Buenos Aires. Quando sai da cadeia se filia ao PC. Convidado novamente por Vargas, outra vez recusa, compreendendo a necessidade da Revolução Popular para o Brasil. E vai para a União Soviética em 1931, com a família.

A história da Revolução de 35 começa no 3º Congresso do então PC do B, como foi fundado, que organizou a “Antimil” dentro dos quartéis, uma ordem secreta dos comunistas, a quem caberia o principal na organização do levante. A legalidade do PCB durou apenas três meses e dez dias depois da fundação em março de 1922, logo depois do que tinha cinco mil militantes.

O PCB comandava a Frente, embora fosse minoritária dentro dela. Seu crescimento sempre incomodou as classes dominantes, tornando-se uma das principais forças eleitorais em vários momentos de nossa história - fazendo com que se aniquilassem fisicamente seus membros, presos, torturados e assassinados, sempre.

A derrota da Revolução de 1935 impediu o país de se equalizar e avançar - preservando a injustiça social e as mazelas herdadas da colonização por países aonde as luzes da Revolução Francesa não chegaram. A missão decidida pela Internacional Socialista era fazer revoluções em todo o mundo para salvar do fascismo e romper o bloqueio econômico e político à União Soviética. E foi o que se fez aqui, embora estratégica e temporalmente errado.

Fundada em março de 1935 e presidida por Hercolino Cascardo, a Revolução de 1935 foi liderada pela ANL, a Aliança Libertadora Nacional, entidade legal e aberta com objetivos de transformação social. Que indica Prestes para a presidência de honra (pela voz de ninguém menos do que o filho do deputado socialista Mauricio de Lacerda, de nome Carlos Lacerda), nas cerimônias de lançamento em 30 de março desse ano.

Em 29 de junho, a ANL recebe a adesão dos anarquistas em SP e é fechada pelo Governo em 12 de julho, após defender a derrubada de Vargas em 11 desse mês – quando foram distribuídos 150 mil exemplares do jornal aliancista “A Platéia” com o manifesto desafiador.

O fechamento da ALN em julho pelo Governo serviu para a proposta do levante dos quartéis. Segundo Noé Gertel, presidente da Juventude Comunista Paulista, a ANL tinha duzentos mil militantes no país e forte apoio na classe média, integrada por expressivas lideranças nacionais, infiltrando-se nos quartéis e fundando entidades de atuação social, publicando jornais e fazendo eventos massivos.

Em setembro, Prestes passava a fazer parte da executiva da Internacional Socialista, junto com os principais líderes mundiais, de Stálin a Mao e Dolores Ibarri. A revolta explodiu primeiro em Natal, RGN, a 23 de novembro e a 24 e em Recife, PE, 27 no RJ, sendo derrotada em quatro dias e iniciando uma desproporcional caçada humana no país, tendo Prestes sido encarcerado por nove anos. Só em 1958 um mandato judicial interrompeu seu mandado de prisão preventiva.

A ANL projetava a construção de um futuro comum e comunista, majoritário, das maiorias, dirigido por um acordo coletivo e em prol de todos os seus membros, não apenas de alguns, como hoje. Combatida pelos fascistas da Associação Integralista Brasileira, a ABI de Plínio Salgado.

Eram os “Camisas (galinhas, chamavam) Verdes”, que tinham batalhas nas ruas com os comunistas. A Revolução de 35 era um resultado de uma trajetória que começa nas revoluções de 22 e 24, a revolução paulista de Isidoro, que fez nascer a Coluna Prestes-Miguel Costa em 1925. E a Revolução da Aliança Liberal dos tenentes de 30 – visando superar o atraso social.

Até 1930 o Brasil foi governado por uma oligarquia agro-comercial, as elites rurais do nordeste e os barões paulistas do café, mais os exportadores. A crise capitalista de 1929 nos EU moveu a Revolução tenentista de 30, quando Vargas institui o compromisso inter-classes dirigentes de fazendeiros a banqueiros e industriais para “segurar” o país das agitações anarquistas que cresciam desde fins do século XIX.

A Revolução de 35 significou um novo momento de aglutinação das forças reformadoras e progressistas. Ele nos remeteria ao acirramento da repressão e ao Estado Novo de 1937, que obedece à lógica fascista mundial em desenvolvimento na época na Itália e na Alemanha, instituindo-se então um governo forte que ameaça alinhar-se a Alemanha, só não o fazendo pela pressão dos comunistas nas ruas.

Os 400 sindicatos livres que apoiaram a Revolução eram os que não haviam se convertido ao sindicalismo oficial e controlado imposto a partir de 1931. Seriam fechados em 1946 e vinham junto com ex-tenentes reformistas, liberais excluídos do processo político, comunistas, socialistas e anarquistas. E o Brasil seria o mesmo.

(*) Paulo Matos
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