<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224</id><updated>2012-02-16T11:29:27.456-02:00</updated><title type='text'>Jornal Santos História Paulo Matos</title><subtitle type='html'>Artigos históricos e políticos sobre Santos/SP, livros, contos e TCCs do autor, movimentos populares pelos direitos sociais

Livro - Anchieta, 15 anos/a quarta revolução mundial da psiquiatria (psiquiatria/psicologia/história local)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>213</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-2416769544513273052</id><published>2010-09-07T23:42:00.000-03:00</published><updated>2010-09-07T23:42:45.264-03:00</updated><title type='text'>BIOGRAFIA DO EDITOR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;BIOGRAFIA DO EDITOR&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;UMA VIDA COM VONTADE&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele poderia escrever sobre tantas coisas que atraem jovens e emoções, mas preferiu falar de questões sociais, uma mania que incorporou na adolescência. É como o personagem Fritzcarraldo, representado por Klaus Kinsky no filme do mesmo nome do cineasta alemão Werner Herzog, após uma façanha incrível que desaparece sem deixar vestígios (atravessar a montanha com um navio), lhe perguntam quem vai acreditar em sua história. E Fritzcarraldo, o amante da ópera de Caruso que faz tocar para índios anônimos na imensidão amazônica, responde que o que na verdade importa é que ele fez, não que acreditem. E assim, eu conto minha história na terceira pessoa, em que “ele” sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem este sentido esta nossa história, a deste Paulo Matos nascido em um 9 de outubro de 1952, na mesma data que Cervantes Saavedra de D. Quixote, de Mário de Andrade, de Lennon de Imagine, Taiguara de “carne e osso” e afins. Jornalista e historiador pós-graduado, com prêmio estadual de história Faria Lima, bacharel em Direito pela Universidade Católica de Santos, já fez produção de jornal de rádio (Rádio Cacique, com o jornalista Raul Christiano), editou diversos jornais sindicais e de entidades, foi articulista de temas históricos em revistas e é escritor - autor, entre outros trabalhos, de livros editados pela Prefeitura de Santos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu trabalho de Conclusão de Curso na Faculdade de Direito foi “Catracas, cobradores e direitos sociais”, coroando uma caminhada de 20 anos nas lutas do transporte coletivo, oferecendo instrumentos jurídicos para a humanização do serviço vital para as grandes massas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Militante cultural nas áreas de teatro e cinema, trabalhou com reportagens cinematográficas, foi dirigente cineclubista e promoveu e apresentou eventos. Militante estudantil da geração 68, dirigente das mobilizações de 1980/81 – quando era representante dos alunos da Faculdade de Comunicação no Colegiado Superior -, foi também coordenador jurídico do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Católica de Santos, o DCE - Livre – tendo atuado no movimento popular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matos criou, organizou e dirigiu o movimento pela legalidade dos ambulantes de praia, entre 1983 e 1986, legalizando a atividade pela primeira vez no país e promovendo socialmente mais de três mil pessoas que dependiam desse comércio, hoje expandido, em prol do turismo da cidade. E escreveu, entre outros trabalhos inéditos, os livros publicados pela Prefeitura de Santos em 1987 e 1996, respectivamente “Transporte Coletivo em Santos” e “Caixeiro, conferente, Tally Clerk – uma odisséia em um porto do Atlântico” - uma história do Sindicato dos Conferentes, do maior porto do hemisfério sul e da cidade - além de ser cronista dos jornais e revistas locais para que escreveu e escreve às vezes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jornalista atuou na assessoria de imprensa, tendo atuado em sindicatos da região. Em 1986, foi premiado em primeiro lugar no concurso estadual de história da Fundação Prefeito Faria Lima/CEPAM/Secretaria de Estado do Interior, classificado em primeiro e segundo lugar no Prêmio Literatum da Faculdade de Direito em 1997, nas categorias prosa e poesia, tendo sido laureado com o “Troféu Brás Cubas” como “Jornalista do Ano”, em 1991.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo Matos foi coordenador e apresentador de um programa de debates e entrevistas públicas sobre temas políticos e sociais – tendo promovido diversos seminários com o seu Tribunal do Gonzaga. Indiciado na Lei de Segurança Nacional em 1984, demitido da CETESB onde trabalhava, obteve a anistia política em 1998 e retornou à empresa no ano seguinte. Palestrista de temas históricos no espaço da Universidade Católica, na programação cultural Semana Fafiana e no Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, em 1996.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matos foi militante e organizador de movimentos culturais nas áreas de teatro e cinema, com formação curricular nestes campos da arte. Exerceu tarefas de assessoria de imprensa para diversas entidades e parlamentares, trabalhou com reportagens cinematográficas, promoveu e apresentou eventos e editou diversos jornais e revistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Integrante do movimento estudantil da geração 1968, do movimento de anistia e representante dos alunos no Colegiado Superior da Faculdade de Comunicação, em 1980, é dedicado ao estudo dos movimentos sociais da região desde sua formação em jornalismo em 1983 – quando fez um trabalho de conclusão de curso sobre a imprensa sindical da fase do sindicalismo livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Responsável pelo processo de legalização dos ambulantes de praia “da caipirinha e da raspadinha”, iniciado em 25 de fevereiro de 1083 e com a lei que os legalizava finalmente aprovada em 1986, pela primeira vez no país e após derrubar uma lei estadual – tudo com ampla mobilização do conjunto dos ambulantes entre manifestações e assembléias - , tem amplo material gráfico sobre o tema, contando toda esta (sua) história. São milhares de pessoas integradas socialmente e milhões de pessoas atendidas com conforto na areia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matos é também autor do trabalho histórico sobre Vila Parisi , bairro de Cubatão e durante a década de 80 palco de intensas lutas sociais, configurado como o lugar mais poluído do mundo, ainda inédito, O livro é denominado “Vila Parisi, tragédia e esperança” e foi elaborado a partir do pedido do então Prefeito Nei Eduardo Serra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pesquisador, é inédito seu trabalho “Santos retoma Canudos – um século de luta pela terra / 1893-1993”, feito a pedido do ex-prefeito de Santos, David Capistrano. Na época, Matos fez um seminário com as principais lideranças da luta pela terra no Brasil, comemorando o centenário da ocupação da “Fazenda Velha”, no sertão da Bahia, pelos seguidores de Antonio Conselheiro – resultando na maior guerra civil do país, com tropas de 11 estados brasileiros bombardeando o núcleo batizado de Belmonte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A empulhação em nome da legitimação da República, observa o autor, atribuindo aos canudenses (camponeses expulsos a terra, índios, ex-escravos abandonados, miseráveis) a feição de ‘monarquistas’ foi o fenômeno que justificou o genocídio, pelas tropas do Exército, de 30 mil pessoas – que resistiram e venceram 3 batalhas, até a derrota final em 5 de outubro de 1897”, revelou sobre o importante e crucial tema. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo Matos é autor de um trabalho inédito sobre o programa de saúde mental desenvolvido em Santos, a partir de 1989, vanguarda nacional no setor com o então Secretário de Saúde, e depois Prefeito, David Capistrano da Costa Filho. Que mais de uma década antes da legislação antimanicominial, implantou esta nova realidade na cidade – na gestão da Prefeita Telma, de Souza, do PT, 1989 – 1992. Intervindo a 3 de maio do primeiro ano de governo na então chamada “Casa dos Horrores”, a Casa de Saúde Anchieta, um depósito desumano de pacientes de saúde mental - sobre a qual escrevemos como marco mundial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-2416769544513273052?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/2416769544513273052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=2416769544513273052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/2416769544513273052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/2416769544513273052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/09/biografia-do-editor.html' title='BIOGRAFIA DO EDITOR'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-7692461415113612850</id><published>2010-07-22T15:02:00.002-03:00</published><updated>2010-07-22T21:08:02.582-03:00</updated><title type='text'>O Guerreiro Paulo Matos morre aos 57 (Edição de A Tribuna de 20/07/2010)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/TEiHifmBeDI/AAAAAAAAABQ/VTJ7DemZqG8/s1600/Papai+luto.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="356" src="http://1.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/TEiHifmBeDI/AAAAAAAAABQ/VTJ7DemZqG8/s400/Papai+luto.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-7692461415113612850?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/7692461415113612850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=7692461415113612850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/7692461415113612850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/7692461415113612850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/07/o-guerreiro-paulo-matos-morre-aos-57.html' title='O Guerreiro Paulo Matos morre aos 57 (Edição de A Tribuna de 20/07/2010)'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/TEiHifmBeDI/AAAAAAAAABQ/VTJ7DemZqG8/s72-c/Papai+luto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-3339863740768022244</id><published>2010-05-31T23:21:00.003-03:00</published><updated>2010-06-06T13:09:37.975-03:00</updated><title type='text'>MÃES DE MAIO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoNormalTable" style="border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 0cm 0cm 0cm 0cm; mso-yfti-tbllook: 1184;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-lastrow: yes;"&gt;   &lt;td style="padding: 0cm 0cm 0cm 0cm;" valign="top"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoNormalTable" style="border-collapse: collapse; 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margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;Quanto às             ameaças feitas ao jornalista do jornal santista A Tribuna&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;pelas             acusações à polícia sobre execuções sumárias:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;Lembrando os             tempos do “Esquadrão da Morte” e do uso da execução oficial sem             Justiça para eliminar a violência, mas a promovendo como prática             social &amp;nbsp;-incentivando-a e fazendo-a prosperar na sociedade que             se acresce desse valor letal -, outra não poderá ser nossa             manifestação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;As ameaças são obra desses criadores das torturas. Eles ensinaram             esta gente que mata e proclama a morte, responsáveis pela violência             de nossos dias.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;Temos que             aplaudir o avanço social nesta postura do jornalista Renato Santana             e do editor Carlos Conde, na proclamação da verdade na mais do que             centenária A Tribuna à gosto de Olympio Lima. Eles não passarão!             Parabéns e adiante com as Mães de Maio atacando a barbárie.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;             &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Paulo Matos&lt;br /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;e Bacharel em Direito&lt;br /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;br /&gt;Blog:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #003399; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #373e68; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Twitter:             www.twitter.com/jorpaulomatos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 14.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #373e68; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fones             13- 38771292 - 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;          &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;        &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;      &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-3339863740768022244?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/3339863740768022244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=3339863740768022244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/3339863740768022244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/3339863740768022244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/05/maes-de-maio.html' title='MÃES DE MAIO'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-1923532829389330060</id><published>2010-05-18T23:34:00.002-03:00</published><updated>2010-05-18T23:57:18.401-03:00</updated><title type='text'>TONINHO DANTAS - O SHOW NÃO PODE PARAR</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;Toninho Dantas: o show não pode parar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;O ambiente fica mais vazio sem ele. Como diria Ghandi, primeiro eles te ignoram, depois te desprezam e, no fim, você ganha - no bom combate, quando se consagra o detentor da razão. A imensa sensibilidade da construção de Toninho Dantas elevou aos céus toda uma geração, eletrizante, inquieto, explosivo, lágrimas feito pólvora prontas para explodir.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Toninho vivia no ritmo veloz da existência traduzida na arte do teatro e do cinema – já que estamos sem Maurice Legeard e Serafim Gonzalez. Lá estará com estes, mais Narciso e Roldão, entre tantos, formando núcleos para a rebelião inexorável de Patrícia Galvão. Toninho só foi tratar da saúde depois de terminar o sétimo Curta Santos.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Adolescente, vibrante, expunha prá fora toda sua vontade, no ato revolucionário. Justo, fazia elogios e críticas no mesmo tom, cheio de ideias, transformava as vogais para ser consoante consigo e com o público, para ele o ser maior. Para sorte nossa, escolheu Santos para viver. Para nossa tristeza, agora, sua partida para a eternidade. Quem puder resgate suas ideias no céu e traga aqui. O show não pode parar.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;Paulo Matos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;br /&gt;Blog:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;Twitter: www.twitter.com/jorpaulomatos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: #373e68; font-family: Times, serif; font-size: 10pt;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: black; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-1923532829389330060?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/1923532829389330060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=1923532829389330060' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/1923532829389330060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/1923532829389330060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/05/toninho-dantas-o-show-nao-pode-acabar.html' title='TONINHO DANTAS - O SHOW NÃO PODE PARAR'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-3327887026865629467</id><published>2010-04-25T14:37:00.001-03:00</published><updated>2010-04-25T14:37:59.700-03:00</updated><title type='text'>O RADICAL HUMANITÁRIO - ANISTIA VI</title><content type='html'>&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;O RADICAL HUMANITÁRIO&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;(*) PAULO MATOS&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Santos contra o terror: o medo do mundo hoje é global, causado pela prática do terror dos atos e atentados, agora que atingiram o centro das atenções. Existem há muito os massacres, bombardeios e genocídios implacáveis, praticados por obra dos países ou de terroristas contra os adversários, destruindo vidas e sonhos. Marcando a sociedade com suas lembranças, permanecendo como sombras por toda a vida e além. Mas a lembrança daqueles que souberam evitar o sofrimento de muitos exige ser reconhecidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Os que deram sua vida para impedir estas ocorrências devem ser mais do que saudados e lembrados, consagrados, registrados e dignificados em nossos tempos como exemplos. E neste Dia da Aeronáutica, é preciso homenagear o Capitão Sérgio Miranda Ribeiro de Carvalho – que deu&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;seu sacrifício para que não se invertesse sua trajetória de salvar vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto2" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Foi em junho de 1968 que ele disse não ao Brigadeiro João Paulo Burnier, seu superior no Ministério da Aeronáutica, recusando-se a ser carrasco. Foi herói, como João Cândido, o “Almirante Negro”, foi para a Marinha, quem acabou com os castigos físicos impostos aos marinheiros. “Caquinho”, nosso herói, foi cassado pelo Ato Institucional número 5.&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Fundador e comandante do Pára-sar, sistema de salvamento na selva da Aeronáutica, de que era oficial, Sérgio foi chamado para uma missão de terror: a de lançar bombas sobre a população civil,&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;provocando a comoção social e o estado-de-sítio. Para que o governo da Ditadura Militar pudesse se livrar de alguns políticos, entre eles&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Juscelino Kubischek, Don Helder Câmara, Carlos Lacerda e outros, cujas vozes incomodavam os ditadores. Seriam lançados ao mar de um avião, para os qe pensavam assim livrar-se da oposição. Mas o projeto não pôde ser levado adiante, porque o capitão Sérgio disse&amp;nbsp;&lt;u style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Não&lt;/u&gt;. Quantos ousariam negar a hierarquia militar para fazer esta opção ?&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Por isso ele foi preso, cassado e perseguido pelo resto da vida, impedido de trabalhar no auge da carreira, aos 37 anos. Vendeu livros e lutou para resgatar a verdade. Teve ao seu lado a solidariedade de homens célebres como o Brigadeiro Eduardo Gomes, foi personagem de filme do cineasta francês Olivier Horn, Cidadão Honorário do Rio de Janeiro e escreveu um livro – “O homem que disse não”. Ele nunca aceitou o perdão, pois que não havia o porque,&amp;nbsp;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;em sua opção divina, que salvara vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Morreu no dia 5 de fevereiro de 1994 este herói, aos 63 anos,&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;sem sua reintegração ao posto de brigadeiro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, fosse cumprida. O que só ocorreria após sua morte – apesar da ordem do Presidente Itamar Franco para a Advocacia Geral da União&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;contestar a promoção. Tudo teria sido mais fácil para ele, mas Sérgio disse não. Sua missão e aprendizado, seu exercício e atividade, era salvar vidas, a função do pára-sar que fundara. Não matar. Para onde teria ido o país se não existisse este personagem? Quem conhece a história sabe o que fez Hitler e o que causou ao mundo. São processos idênticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Padro" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Há um mínimo de dignidade que o homem não pode trocar, diria Dias Gomes, nem mesmo em troca da liberdade, nem mesmo em troca do sol. Homens como Capitão Sérgio fazem nossos exemplos. A ele devemos homenagem e perpetuação.&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto3" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="WW-Corpodetexto3" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-bottom-color: black; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1pt; border-collapse: collapse; border-left-color: black; border-left-style: solid; border-left-width: 1pt; border-right-color: black; border-right-style: solid; border-right-width: 1pt; border-top-color: black; border-top-style: solid; border-top-width: 1pt; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 4pt; padding-left: 1pt; padding-right: 1pt; padding-top: 4pt;"&gt;&lt;div align="center" class="WW-Corpodetexto3" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;u style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;SANTOS CONTRA O TERROR&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="WW-Corpodetexto3" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm; text-align: center;"&gt;“Há um mínimo de dignidade que o homem não pode trocar, nem mesmo em troca da liberdade, nem mesmo em troca do sol” (Dias Gomes)&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="WW-Corpodetexto3" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm; text-align: center;"&gt;NOSSA HOMENAGEM AO CAPITÃO SÉRGIO MIRANDA RIBEIRO DE CARVALHO ( IN MEMORIAM), QUE OBEDECEU AOS PRINCÍPIOS HUMANOS E RESISTIU, OUSANDO DIZER&amp;nbsp;&lt;u style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;NÃO&lt;/u&gt;&amp;nbsp;AOS SEUS INFRATORES.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="WW-Corpodetexto3" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="WW-Corpodetexto3" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; display: block; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-3327887026865629467?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/3327887026865629467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=3327887026865629467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/3327887026865629467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/3327887026865629467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/04/o-radical-humanitario.html' title='O RADICAL HUMANITÁRIO - ANISTIA VI'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-8835995441135659081</id><published>2010-04-25T14:34:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T14:34:46.313-03:00</updated><title type='text'>CRIMES E COBRANÇAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;CRIMES E COBRANÇAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As notícias sobre a nova eclosão criminal, bombásticas e reiteradas com estranho sucesso em meio à população, revela como novidade as soluções antigas de fortalecimento repressivo, agravando o quadro na prática que se estende. Ao invés de engenheiros mapeando o quadro, sociólogos analisando o meio e urbanistas e terapeutas agindo com metas de redução, mais soldados, cavalos e rotas. O estado de miséria local e a organização popular em estádios são afastadas nesta emergência reiterada e previsível. A linguagem das partes é a mesma. O tema, noticiam, será analisado pela alta cúpula da polícia, não por especialistas. Será que a culpa destas ocorrências não está no meio e nas condições de vida oferecidas? Por que não despertar? Vamos esperar o que?&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-8835995441135659081?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/8835995441135659081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=8835995441135659081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8835995441135659081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8835995441135659081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/04/crimes-e-cobrancas.html' title='CRIMES E COBRANÇAS'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-1567885385936635332</id><published>2010-04-25T14:32:00.005-03:00</published><updated>2010-05-19T00:06:42.020-03:00</updated><title type='text'>HOMENAGEM IVAN</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;O NOSSO IVAN SE FOI&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-size: 19px; line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-size: 19px; line-height: 21px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O Farmacêutico dos Pobres de Tude Bastos se foi. Ivan Agostini Barroso há 38 anos mudou-se com a sua Vilma Canova para o núcleo nascente de Tude Bastos, em 5/10/75 e lá refez a vida, sendo feliz outra vez - um espaço em branco no bairro que se forma na terra e se abre no céu.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Nascido em Areato, MG, em 18/10/1932, era filho de José Sérvulo Cardoso e Maria Margarida Barroso. Ivan tinha nove irmãos e estava casado com Vilma há 38 anos. Conheceram-se em 1972 e ele faleceu no dia 23 de março de 2010. Lá teve com Vilma quatro filhas, Ivana, Ana Amélia, Sandra e Cybele, já formadas e casadas. Formadas em Farmácia, Publicidade e Propaganda, Educação Física e Psicologia – para servir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ivan, que havia sido o Farmacêutico dos Pobres, antigo dono da Farmácia Patriarca, na Rua Amador Bueno, em Santos, era muitas vezes pago em espécie, aves e ovos. E voltou a sê-lo, no estilo dos médicos Martins Fontes e Silvério Fontes. Entre tantos outros humanitários como o praiagrandense Casimiro, que aos 100 anos ia para Praia Grande do hospital que trabalhava em Santos com um cacho de bananas nas costas, de ônibus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ivan reiniciou meio que tardiamente a vida, como Vilma, amaram-se e construíram uma geração. Tinha uma pequena farmácia ao lado de sua casa na Avenida Irmãos Adorno, desde o tempo de muito mato e abandono local. Era a drogaria Planalto, socorro dos trabalhadores sem nenhum outro sistema de saúde, que com seu suor construíram o bairro.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Vilma, sua esposa, mulher forte, doce, mas determinada e trabalhadora, ajudou a construir esta vida e estas vidas. Só não pôde ajudar no assalto que vitimou Ivan, duramente espancado e com uma coronhada que causou efeitos, que perduraram até seu fim. A agressão apressou as conseqüências da doença.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A família vendeu a farmácia pelo perigo que havia dos assaltos constantes. E por ele já não conseguir administrar o negócio, devido ao início da doença.&amp;nbsp;O Mal de Alzheimer é muito triste, mas ele sempre teve a família por perto dando o carinho, principalmente Vilma - que teve a paciência e dedicação exclusiva durante todos estes anos, do modo carinhoso com que sempre tratou seus semelhantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Merece homenagem perene este mestre da vida e mestre da sobrevivência e do progresso, este colonizador ajudou a formar Tude Bastos. E a defender a vida de seus intrépidos moradores agentes do progresso e do amanhã com suas famílias desde há 38 anos. Um número que em si mostra seu esforço e coragem em prol do coletivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Em tempos de tanto egoísmo e falso brilho, exemplos com o de Ivan, que transmitiu a essência da verdade ajudando o próximo e enfrentando desafios de vida, necessitam ser disseminados, divulgados e expostos como grandes exemplos de desbravadores e construtores sociais. Imitemos, pois, este Ivan, em solidariedade - gerando modelos exemplares de bondade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-1567885385936635332?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/1567885385936635332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=1567885385936635332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/1567885385936635332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/1567885385936635332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/04/homenagem-ivan.html' title='HOMENAGEM IVAN'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-4585112256661388482</id><published>2010-04-17T00:15:00.002-03:00</published><updated>2010-04-17T00:18:56.912-03:00</updated><title type='text'>O AGRADECIMENTO DE PAULO MATOS</title><content type='html'>&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;AMIGOS:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOI IMPRESSIONANTE A REPERCUSSÃO DO PEDIDO DE DOAÇÕES DE SANGUE PARA O HOSPITAL ALBERT EINSTEIN, ONDE FIZ UM TRANSPLANTE DE FÍGADO NO MORUMBI, QUE COM O APOIO EFICIENTE DA MINHA FILHA PAULA, DE&amp;nbsp;CASTOR E REDE MIDIÁTICA PODEROSA E COMPANHEIRA ESPALHOU PELO BRASIL O ATO SOLIDÁRIO E REVOLUCIONÁRIO - NA FÓRMULA QUE VAI OPERAR A NECESSÁRIA (R) EVOLUÇÃO.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TUDO ISSO, OBRIGADO NASSIF, MAIS CENTENAS QUE TELEFONARAM, "EMAILZARAM" E &amp;nbsp;TWITARAM NO APELO QUE CHEGOU ATÉ A AMAZÔNIA E QUE TEVE O APOIO DA MELHOR ESQUERDA, COMO O ESCRITOR DOS HERÓIS DA RESISTÊNCIA URARIANO. AH, AGORA SIM A CERTEZA, COMO DIRIA LA PASSIONARIA REVOLUCIONÁRIA&amp;nbsp;DOLORES IBARRI,&amp;nbsp;DE QUE ELES NÃO PASSARÃO!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; 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-webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-4585112256661388482?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/4585112256661388482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=4585112256661388482' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/4585112256661388482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/4585112256661388482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/04/o-agradecimento-de-paulo-matos.html' title='O AGRADECIMENTO DE PAULO MATOS'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-2512184264599777633</id><published>2010-03-28T23:54:00.001-03:00</published><updated>2010-03-28T23:56:55.066-03:00</updated><title type='text'>Massacre serrista na manifestação dos professores</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;PROFESSOR SANTISTA ATINGIDO COM GRAVIDADE POR BALA DE BORRACHA NA MANIFESTAÇÃO SALARIAL NA CAPITAL VAI NESTA SEGUNDA AO IML E PRETENDE INGRESSAR COM DIVERSOS PROCESSOS CONTRA SERRA&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O professor de História Arthur Costa Nascimento, de 24 anos e que dá aula em quatro escolas estaduais e uma particular, foi atingido com gravidade na manifestação dos professores realizada na última sexta-feira dia 26. Arthur, que mora na Vila Belmiro, foi internado sexta-feira na Beneficência Portuguesa de Santos, porque ficou na ambulância da Capital esperando o médico por mais de uma hora, até desistir e vir sangrando para Santos. O médico atestou hematoma interno e o ferimento pode ter conseqüências em face da violência policial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contatos do Arthur: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Telefone: 13-32519298/e-mail: white_bmx@hotmail.com&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Paula Matos - paula_nofx@yahoo.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Paulo Matos – jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-2512184264599777633?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/2512184264599777633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=2512184264599777633' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/2512184264599777633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/2512184264599777633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/massacre-serrista-na-manifestacao-dos.html' title='Massacre serrista na manifestação dos professores'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-8820065877730239065</id><published>2010-03-21T11:17:00.000-03:00</published><updated>2010-03-21T11:17:43.217-03:00</updated><title type='text'>Ventos da mídia na tormenta de 1964 - por Luiz Cláudio Cunha</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600; font-family: Arial; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;DO GOLPE À REDEMOCRATIZAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 20pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ventos da mídia na tormenta de 1964&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Por Luiz Cláudio Cunha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;strong style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Capítulo de A Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul (1964-1985): História e Memória, 4 volumes, 40 autores, co-edição Escola do Legislativo "Deputado Romildo Bolzan" e Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, 2010; título original "Máximas e mínimas: os ventos errantes da mídia na tormenta de 1964", intertítulos do&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;OI&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Rio 40 graus.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O mundo inteiro sabe que o verão carioca é tórrido. Assim, o leitor mais atento da primeira página do Jornal do Brasil daquele sábado, 14 de dezembro de 1968, estranhou o quadro da previsão do tempo, publicado no canto superior esquerdo, ao lado do logotipo do mais influente jornal do país naqueles idos tão estranhos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38º, em Brasília. Mín.: 5º, nas Laranjeiras."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No canto superior direito, outra informação inusitada: "Ontem foi o Dia dos Cegos". A explicação para tal cegueira estava abaixo, na manchete sobre o fato do dia: "Governo baixa Ato Institucional e coloca Congresso em recesso por tempo ilimitado".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Acontecera na véspera o golpe dentro do golpe de 1964, com a edição do AI-5, que escancarou a ditadura no Brasil. O locutor Alberto Curi, sentado ao lado do ministro da Justiça, Gama e Silva, no Palácio das Laranjeiras, no Rio, leu o texto do ato em cadeia nacional de rádio. A fala do locutor ainda ecoava no ar quando cinco oficiais uniformizados do Exército – um major e quatro capitães – invadiram a redação do JB no Rio de Janeiro para censurar o noticiário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Diante da ocupação, o editor-chefe Alberto Dines começou a trabalhar com o chefe de redação Carlos Lemos para encontrar maneiras de driblar o controle militar. O editorial censurado da página 10 foi substituído por uma foto vertical de arquivo em que um enorme campeão mundial de judô, numa brincadeira familiar, se deixava derrubar pelo filho pequeno e franzino. Uma fina alegoria que enganou a tesoura do censor. Mas Dines queria mais, para contornar o bloqueio da primeira página. Chamou o copidesque Roberto Quintaes e lhe pediu que recriasse a previsão do tempo com dois números cabalísticos: o 38, número do Ato Complementar que fechou o Congresso, e o 5, marca do ato que enterrou a liberdade. E assim nasceu, para a história do jornalismo brasileiro, a curiosa previsão de tempos em que o Brasil daquele verão esquisito oscilava dos 38º em Brasília para os 5º das Laranjeiras, sede do palácio carioca onde foi anunciado o AI-5. A nova versão do clima turbulento foi enxertada nas oficinas, quando o jornal já tinha sido censurado e a nota cifrada escapou da revisão dos militares para ganhar um espaço eterno na memória da luta contra a ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No dia seguinte, domingo, 15 de dezembro, Dines nem precisou se ocupar da edição. O Jornal do Brasil não foi impresso, como protesto pela ordem de prisão contra um de seus diretores, embaixador José Sette Câmara, ex-governador da Guanabara e aliado de Juscelino Kubitscheck. Era uma edição gorda de Natal, cheia de anúncios, que nem saiu da gráfica. Solidários, os anunciantes transferiram toda a propaganda para as edições seguintes [DINES, Alberto. AI-5, quarenta anos. Uma história para não esquecer. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 15 dez. 2008].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fim da censura?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A meteorologia política do país piorou muito. O AI-5 durou 10 anos e, do olho do furacão autoritário, ventaram mais 12 atos institucionais, 59 atos complementares e oito emendas constitucionais. "Salvamos a democracia, voltando às origens do poder revolucionário", discursou o general Arthur da Costa e Silva, falando ao país em cadeia no réveillon de 1968. Duas semanas mais tarde, em 13 de janeiro de 1969, o então coronel João Batista Figueiredo, mais tarde também presidente da República, foi bem mais sincero e preciso. Escrevendo ao capitão Heitor Ferreira, anos depois secretário particular dos generais Geisel e Golbery no Palácio do Planalto, Figueiredo chegou a antecipar o julgamento da história: "Os erros da Revolução [de 64] foram se acumulando e agora só restou ao governo partir para a ignorância" [Portal Folha de S.Paulo – Especial 40 anos do AI-5. Site produzido pelos integrantes da 46ª. turma do&amp;nbsp;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Programa de Treinamento em Jornalismo Diário da Folha&lt;/b&gt;&amp;nbsp;. Dezembro, 2008].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O peso maior da ignorância militar golpeou a classe política. O Congresso ficou fechado até outubro de 1969, quando reabriu para chancelar a escolha pelo Alto Comando das Forças Armadas do general Garrastazú Médici como sucessor do general Costa e Silva, vítima de um derrame. Cassou para isso quase três centenas de mandatos (111 deputados federais, cinco senadores, 162 deputados estaduais, 22 prefeitos, 23 vereadores), além de 28 funcionários do Poder Judiciário. Antes de completar um mês, o AI-5 decapitou três ministros do Supremo – Hermes Lima, Vítor Nunes Leal e Evandro Lins e Silva – e aposentou até um dos conspiradores de 64, o general Pery Constant Bevilacqua, ministro do Superior Tribunal Militar: "Dava habeas-corpus demais", justificou uma fonte do Palácio do Planalto. Sessenta e seis professores foram expulsos das universidades, entre eles Caio Prado Jr., Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A primeira vítima da área cultural, sempre visada nos surtos autoritários, apareceu no dia seguinte à edição do AI-5. Na noite de sábado, 14 de dezembro, o comediante Ary Toledo fez uma piadinha no final do seu espetáculo, o show A criação do mundo segundo Ary Toledo, que estreava no Teatro de Arena, em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;– Pessoal, este é um espetáculo subdesenvolvido. Não tem garotas de bunda de fora. No palco, somos eu e meu violãozinho, e só. Como diz o ditado popular: "Quem não tem cão, caça com gato. Quem não tem gato, cassa com o ato..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Todo mundo riu, menos dois homens da platéia, que foram até o camarim pedir explicações. Eram agentes do DOPS, o Departamento de Ordem Política e Social, que levaram Toledo para a delegacia, na Praça da Luz. Ali ficou detido durante cinco horas, até ser liberado por um delegado que era seu fã, mas que antes lhe passou uma descompostura pela gracinha. Ditadura, como se sabe, é coisa séria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A censura desembarcou com mais força nos jornais e revistas de Rio e São Paulo, centro político e econômico do país. No lugar de notícias, comentários e editoriais, começaram a proliferar versões de Camões n´O Estado de S.Paulo, receitas de bolo no Jornal da Tarde e imagens de diabos e da árvore símbolo da Editora Abril nas páginas da revista Veja. Era proibido deixar espaços em branco, a censura censurava a revelação sobre a censura. Preferia versos, receitas e imagens diabólicas nas páginas esquartejadas. O semanário Opinião sentiu a violência antes mesmo de estrear nas bancas. Em novembro de 1972, quando preparava seu número zero, a edição experimental, bastou a notícia do lançamento para alertar o governo. O decreto-lei 1.077, de 26 de janeiro de 1970, estabelecia a censura prévia para matérias ofensivas "à moral e aos bons costumes". Não reconhecia a censura política, que era inconstitucional. Ela existia apenas nos telefonemas discretos ou nos bilhetinhos sem assinatura enviados pelos funcionários quase anônimos do Sigab, o Serviço de Informação do Gabinete do Ministro da Justiça, um órgão secreto que fazia a ligação direta entre o ministro e a Polícia Federal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Um telefonema do Sigab convocou o editor do Opinião, Fernando Gasparian, à sede da Polícia Federal no Rio. O major Braga tentou despistar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;– Eu quero avisar ao Sr. que aqui no Brasil não existe censura prévia, a não ser por problemas morais. O Sr. pode publicar o que quiser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;E tirou da gaveta uma lista com 210 assuntos que a imprensa não podia publicar – por censura prévia ou autocensura. Gasparian pediu uma cópia para avaliar, o major negou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;– Ela é secreta. [PINHEIRO MACHADO, José Antônio. Opinião x Censura. Momentos da luta de um jornal pela liberdade. Porto Alegre: L&amp;amp;PM, 1978. p. 23]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Assim, secretamente, o regime asfixiou o semanário a partir do oitavo número. Primeiro, mandando recados. Depois, com o censor dentro da redação. Por fim, exigindo a remessa do jornal impresso para Brasília, antes de liberar a venda nas bancas. Em quatro anos e meio, Opinião sofreu ameaças, prisões, apreensões de edições inteiras, processos judiciais, o lançamento de uma bomba na redação e um decreto presidencial, baseado no AI-5, ratificando a censura prévia que o jornal tinha derrubado, como ilegal, no Tribunal Federal de Recursos. Foram publicadas 5.796 páginas, mas quase o dobro – 10.548 páginas – precisou ser produzido para suprir a falta do material vetado. Gasparian cansou da censura e, em 1° de abril de 1977, mandou para as bancas uma edição diferente da que enviara a Brasília para revisão. Corajosamente, incluía um editorial avisando ao regime que aquele seria o último número sob censura. Na semana seguinte, na edição nº 231, com uma ilustração do presidente e a manchete "Geisel, o AI-5 de novo" na primeira página, o jornal trazia um carimbo abaixo do título de Opinião: "Livre". A primeira edição sem censura foi apreendida. O jornal nunca mais voltou às bancas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Telefones grampeados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Estes são alguns dos momentos dignos de reação da imprensa brasileira à violência da ditadura, exacerbada a partir do AI-5. Mas o passado condena, na remissão das origens da conspiração que levou ao golpe de Estado de 1964. Nele está a digital da mídia que ajudou, por atos, fatos e versões, na criação do clima político que aguçou posições e lançou o país num abismo autoritário de 21 anos. A revisão da imprensa, a partir da radicalização do AI-5, que a fez engolir versos e receitas de bolo, não apaga seu envolvimento original no golpe militar. Ninguém dissecou isso melhor do que o professor uruguaio René Armand Dreifuss (1945-2003), doutor em Ciências Políticas pela Universidade de Glasgow, Reino Unido. Em 1981, aos 36 anos, ele publicou no Brasil sua tese de doutorado produzida nos cinco anos anteriores na Escócia. O livro 1964: A conquista do Estado. Ação política, poder e golpe de classe (Ed. Vozes) é um trabalho literalmente de peso. Em suas 814 páginas, Dreifuss produziu um clássico de pesquisa histórica que confirma uma tese dos golpistas: 1964 não foi uma simples quartelada, muito menos um movimento improvisado de um general impulsivo que de repente botou os tanques nas ruas de Juiz de Fora, na madrugada de 31 de março.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Como na loucura de Hamlet, havia método na ditadura. E muita organização, preparo, cálculo, frieza, tática, estratégia – e dinheiro, muito dinheiro. A história do golpe remonta ao fracasso do golpe anterior, o de 1961, quando os ministros militares tentaram vetar a posse constitucional do vice-presidente João Goulart, alçado ao poder pela renúncia de Jânio Quadros. A reação popular e a firme resistência do governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, quebrando a unidade militar, fizeram vitoriosa a "Campanha da Legalidade". Jango tomou posse e os generais compreenderam que, sem o apoio da opinião pública, o golpe não passaria. Três anos antes dos tanques rolarem sobre Juiz de Fora, os militares começaram a tramar com os recursos e a organização do empresariado brasileiro o golpe final que os levaria ao poder por duas décadas. E a grande imprensa estava lá, na trincheira da conspiração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A releitura de Dreifuss, mais do que revelar, permite relembrar fatos decisivos que o tempo e a memória vão apagando. Em novembro de 1961, três meses após a renúncia de Jânio, nasceu no Rio o IPES, Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais. Reunia a nata do empresariado, nacional e multinacional, com todos os nomes, sobrenomes e siglas que ainda hoje enfeitam as listas das maiores empresas do país. Um empresário de origem americana no Rio, Gilbert Huber Jr., dono das Listas Telefônicas, articulou-se com um empresário de uma multinacional em São Paulo, João Batista Leopoldo Figueiredo, ex-presidente do Banco do Brasil no Governo Jânio e tio do futuro presidente Figueiredo. Acabaram recrutando militares da reserva, um deles o general Golbery do Couto e Silva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Parecia um inocente clube de homens de negócios. Mas, na sua face oculta, sob siglas e codinomes, o IPES concentrava a execução metódica de um pensado plano da burguesia nacional para combater, de forma clandestina, os seus três principais inimigos: o Governo Jango, a aliança nacionalista do PTB e o comunismo, que aparentemente resumia tudo aquilo. O braço político ostensivo do IPES era o IBAD, Instituto Brasileiro de Ação Democrática, que apesar do nome tinha ligações com o MAC, Movimento Anticomunista, e com a organização da direita católica Opus Dei. O fundador do IBAD em 1959 foi o integralista Ivan Hasslocher, dono da Promotion, uma agência de publicidade que promovia o lobby do IBAD e seu braço parlamentar, a ADP – Ação Democrática Popular, um núcleo conservador de 160 parlamentares da centro-direita no Congresso reunido em torno da UDN, PSD e PSP. A ADP fazia contraponto à Frente Parlamentar Nacional, que orbitava no universo do PTB e dos aliados da esquerda. Segundo Dreifuss, a ADP tinha sua ação política patrocinada pela estação no Rio de Janeiro da CIA, a agência de inteligência americana focada em campanhas políticas e grupos de pressão [DREIFUSS, René Armand. 1964: a conquista do Estado: ação política, poder e golpe de classe. 3. ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 1981, p.103].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Homens da mesma linha de pensamento e com igual propósito juntaram, a partir de 1962, as duas entidades: nascia o complexo IPES/IBAD, matriz ideológica e operacional da conspiração que daria o golpe e, depois, forneceria os quadros e dirigentes do aparato estatal que sustentou o regime militar. O IPES operava como centro estratégico, e o IBAD, como uma unidade tática. O gaúcho Raul Pilla, líder do Partido Libertador que integrava a ADP, definiu o complexo: "Duas instituições muito úteis foram organizadas... levando-as a cumprir seus deveres patrióticos" [PILLA, Raul. A influência do dinheiro. O Globo, Rio de Janeiro, 24 ago. 1963]. O monstro crescia junto com a conspiração. Em 1963, os 80 membros originais do IPES pularam para 500. Eram sócios 26 dos 36 líderes da FIESP, a maior federação industrial do país. A entidade se espalhava pelas capitais do país. Em Porto Alegre, a versão local tinha o nome de IPESUL e sobrenomes ilustres como o lojista Fábio Araújo Santos, da rede JH Santos, José Zamprogna e Ary Burger, diretor do Grupo Gerdau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A articulação dos empresários com os militares era feita pelo Grupo de Levantamento da Conjuntura (GLC) do IPES, comandado pelo general Golbery, que atuava sobre o I (Rio) e III (Porto Alegre) Exércitos. A "ordem de serviço com calendário" do GLC, que definia a estratégia de ação, tinha uma edição limitada de 12 exemplares, que não eram registrados nas atas do IPES. A equipe de Golbery distribuía nos quartéis uma circular bimestral mimeografada, sem citação da fonte, avaliando a atividade "comunista" no país, apontando o dedo para subversivos infiltrados no governo e mapeando suas ações. Só no Rio de Janeiro o GLC de Golbery tinha três mil telefones grampeados [DREIFUSS, op. cit., p. 188]. O grupo do general ocupava quatro das 13 salas que o IPES havia alugado no 27° andar do Ed. Avenida Central, na av. Rio Branco, no centro da cidade. A conta do telefone era faturada em nome do general da reserva Henrique Geisel, irmão de Ernesto. Em Porto Alegre, o IPESUL operava no quarto andar do Ed. Palácio do Comércio, na Praça da Alfândega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Três frentes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O GLC escrutinava a produção diária da imprensa do país, um total de 14 mil edições no ano, e produzia mensalmente cerca de 500 artigos, disseminados pelos jornais ou divulgados em forma de palestras. O Grupo de Atuação Parlamentar (GAP) do IPES tinha vergonha do que fazia. Proibia qualquer menção à sigla, que era camuflada como "Escritório de Brasília". Ele coordenava a campanha anti-Jango na capital, mas quem aparecia publicamente era o IBAD e o fazendeiro baiano João Mendes, deputado udenista e líder ostensivo da Ação Democrática Parlamentar. O plano era simples e mortal: o IPES, através do IBAD e da ADP, emparedava o governo no Congresso, criando um beco sem saída parlamentar e um ponto morto do Executivo. A inércia legislativa levaria ao clamor popular pelo poder "moderador" das Forças Armadas, única instituição capaz de tirar o país daquele atoleiro fabricado pela conspiração no Parlamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Neste trabalho era fundamental manipular a expressão da sociedade. O objetivo central do Grupo de Opinião Pública (GOP) do IPES era disseminar seus objetivos na imprensa falada e escrita. Dissimulado, o grupo evitava o nome "opinião pública", preferindo as expressões "divulgação" e "promoção". O GOP era "a base de toda a engrenagem", definia o general Heitor Herrera, um dos líderes do IPES. José Luís Moreira de Souza, dono da Denison Propaganda, dizia que "conquistar a opinião pública" era a essência da ação política do grupo. O principal articulador do GOP era um ex-comissário de polícia, José Fonseca, que estreara como "tira" no 16° Distrito Policial de São Cristóvão, um subúrbio operário da zona norte do Rio, no réveillon de 1952.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ele tomava um copo de leite em Copacabana na noite de 5 de agosto de 1954 quando ouviu a cerca de 100 metros o som de tiros. Por pouco não viu o tiroteio da rua Toneleros, o atentado que deu um tiro no pé de Carlos Lacerda, matou o major Rubens Vaz e 19 dias depois disparou a bala fatal do suicídio de Getúlio Vargas. Quatro anos depois trocou a delegacia por um cargo de relações públicas da Light, a empresa americana de energia que se tornaria uma das líderes do IPES e da conspiração. Em 1963, um ano antes do golpe, o ex-comissário José Rubem Fonseca deu aos 38 anos seu primeiro tiro certeiro na literatura: lançou o livro de contos Os prisioneiros com o nome literário de Rubem Fonseca. O festejado autor de Feliz Ano Novo, A grande arte e Bufo &amp;amp; Spallanzani tornou-se nas décadas seguintes o maior contista vivo do país, ganhador em 2003 do Prêmio Camões, uma espécie de Nobel para escritores da língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Outros destaques do GOP no Rio eram os jornalistas Glauco Carneiro e Wilson Figueiredo, este do corpo editorial do Jornal do Brasil. Em São Paulo, o GOP atuava com Geraldo Alonso, dono da Norton Propaganda, e nomes ilustres de O Estado de S.Paulo, como Ênio Pesce e Flávio Galvão. Contava ainda com Jorge Sampaio e Alves de Castro, os dois nomes centrais do Repórter Esso da TV Tupi, o equivalente ao Jornal Nacional de hoje, patrocinado pela Esso do Brasil, membro importante do IPES.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Em tempos sem e-mail ou twitter, o GOP se valia da tecnologia da época: enviava milhares de cartas e telegramas e fazia chamadas telefônicas, antecipando em décadas o advento do infame telemarketing. Em novembro de 1962 chegava a três mil nomes a lista de organizações de rádio e TV mobilizadas pelo GOP. Aliado a ele funcionava o GPE, Grupo de Publicações/Editorial, que disseminava material impresso pelo país. Esta campanha de guerra psicológica era tarefa do ex-comissário e contista Rubem Fonseca, que incluía intelectuais respeitados como Augusto Frederico Schmidt, Odylo Costa Filho e Rachel de Queiroz, prima do general Castello Branco, líder do golpe que derrubou Jango. Dez anos antes de Fonseca, a cearense Rachel foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Camões, reconhecimento a uma obra consistente que começou em 1930, aos 20 anos, com O Quinze, romance realista que mostra a luta do povo do sertão nordestino contra a miséria e a fome. Dois anos antes, antecipando seu viés literário, ela formava o primeiro núcleo do Partido Comunista em Fortaleza. Rachel de Queiroz foi presa no golpe do Estado Novo, em 1937, acusada de subversiva, e teve seus livros queimados. Um quarto de século depois, a comunista de Fortaleza era uma intelectual engajada na equipe de propaganda de direita de Rubem Fonseca no IPES. O primo Castello Branco, já ex-presidente, morreu num acidente aéreo em 1967 quando retornava de um passeio à fazenda da prima Rachel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Os propagandistas do GOP atuavam em três frentes: artigos para jornais e revistas, panfletos para circular entre estudantes, militares e operários, e livros que comparavam a democracia com a empresa privada. Em comum, eram todos anticomunistas, antitrabalhistas e antipopulistas. Nomes fortes do mercado editorial, como Saraiva, Cia. Editora Nacional e GRD Editora, colaboravam na publicação da chamada "literatura democrática".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Sinal verde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Em janeiro de 1963 a demanda por recursos era tão grande que o comando do IPES decidiu aprovar uma contribuição anual padrão de meio por cento do capital de cada sócio. O caixa 2 ou "contabilidade paralela" da entidade já somava US$ 4 milhões. O orçamento oficial do ano anterior estabelecia despesas mensais de 10 milhões de cruzeiros (US$ 300 mil na época, cerca de R$ 580 mil hoje) só no IPES carioca. A projeção do novo ano previa o dobro das despesas. Nesse total não estava incluído o gasto com atividades encobertas e sigilosas. Os valores eram bem mais respeitáveis. A CPI que investigou a ligação do IPES com o IBAD apurou que, nas eleições gerais de outubro de 1962, a ADP do complexo IPES/IBAD injetou algo entre 5 bilhões e 20 bilhões de cruzeiros (em termos atuais, uma fornida soma que varia de 260 milhões a 1 bilhão de reais) para financiar 250 candidatos. Foram eleitos 110. [O embaixador americano no Brasil Lincoln Gordon, bem mais modesto, disse que o valor investido não superara US$ 5 milhões (cerca de 10 milhões de reais hoje). DREIFUSS, op. cit., p. 330.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No Rio Grande do Sul, a aliança de centro-direita da ADP era integrada por PSD, UDN, PL, PDC e PRP. O vitorioso Ildo Meneghetti, um dos oito governadores apoiados pelo IPES/IBAD no país, enfatizou que a indústria e o comércio locais – "sob a égide do IPESUL" – garantiram o resultado das urnas. Dois dos deputados eleitos pelo IPESUL eram Peracchi Barcellos (PSD) e Euclides Triches (PDC), mais tarde nomeados governadores do Rio Grande na safra de eleições indiretas da ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A escolha dos agraciados com o apoio financeiro obedecia a uma regra rígida, quase um contrato de compra e venda. Quem se habilitava a integrar a lista de "democratas convictos e anticomunistas de primeira ordem" passava pelo crivo dos analistas do complexo IPES/IBAD. Mais importante do que a filiação partidária era a orientação das ideias. Cada candidato era compelido a assinar um "ato de compromisso ideológico", pelo qual prometiam lealdade ao IBAD acima da fidelidade ao seu partido, comprometendo-se ainda a lutar contra o comunismo e a defender o investimento estrangeiro. E eram compulsoriamente alistados na ADP liderada por João Mendes [DREIFUSS, op. cit., p. 324].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas a mercadoria custava caro. O chefe do GAP (Grupo de Ação Parlamentar) do IPES, o banqueiro Jorge Oscar de Mello Flores, avaliava os candidatos pelo coeficiente eleitoral. De início, ele calculava que cada deputado "custaria" cerca de 6 milhões de cruzeiros (cotação atual: R$ 317 mil), mas percebeu que esta seria a conta de nomes da Paraíba e outros Estados menores. O preço aumentava no Ceará e ainda mais na Bahia. "Os candidatos de Rio e São Paulo eram muito mais caros", explicou Mello Flores a Glycon de Paiva, ao avaliar a conta per capita dos deputados no balcão do IPES: 15 milhões de cruzeiros (cotação atual: R$ 792 mil). Paiva recomendava a escolha de "indivíduos de caráter, bons anticomunistas", enquanto Mello Flores imaginava um pacote inicial de 50 deputados [Ibid., p. 328]. O orçamento de um candidato "apagado", isto é, pouco conhecido e de limitada agressividade eleitoral, incluía despesas com equipamento de som, 40 mil cartazes, 600 faixas, fotografias, espaço em jornais, mensagens no rádio e TV, discos de jingle, gasolina, correspondência e pessoal de apoio... Tudo isso ao custo de uns 10 milhões de cruzeiros, o que não era pouca coisa. Dez milhões, que hoje valem R$ 528 mil, equivaliam então à renda diária de 20 mil trabalhadores de salário mínimo [Ibid., nota 243, p. 356].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Outras empresas ligadas ao IPES colaboravam com seus serviços, como no caso das passagens aéreas gratuitas liberadas pela Panair, Cruzeiro do Sul e Varig, que faziam a conspiração voar alto pelo país. Uma única empresa estrangeira, a Deltec, do americano David Beaty III, sócio do IPES, abriu uma "caixinha" de US$ 7 milhões de um fundo originário das ilhas Nassau. O IPES recebeu apoio financeiro de 297 corporações americanas. Passavam o chapéu entre empresas britânicas, suecas, alemãs. A Fundação Konrad Adenauer, órgão do Partido Democrata Cristão alemão, canalizava recursos pelo sólido complexo siderúrgico Mannesmann e pela gigante Mercedes Benz. O general Golbery encarregou-se pessoalmente do contato com o presidente da Mercedes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A presença americana se faria sentir no momento dramático da troca de poder. Na noite de 2 de abril de 1964 em que o senador Auro de Moura Andrade declarou vaga a presidência da República, quando Jango ainda estava em Porto Alegre aguardando a evolução dos acontecimentos, alguns parlamentares golpistas foram ao Planalto. O palácio estava na escuridão, causada por um corte de energia. Eles acompanhavam o ato que reconheceria Ranieri Mazzili, presidente da Câmara, como sucessor de Jango. Quando acenderam os fósforos naquele ambiente, o deputado baiano Luiz Viana Filho (UDN) viu ao seu lado Robert Bentley, o jovem secretário da Embaixada americana em Brasília [VIANA FILHO, Luiz. O governo Castello Branco. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975. p. 46].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Dois anos antes, os chefes supremos de Bentley já mostravam intimidade com o tema brasileiro em Washington. O presidente John Kennedy entrou no Salão Oval na segunda-feira, 30 de julho de 1962, e ligou pela primeira vez seu novo brinquedinho, instalado no fim de semana: o sistema secreto de gravação de voz da Casa Branca. A estréia prometia: era uma conversa cabeluda de Kennedy com o seu embaixador no Brasil, Lincoln Gordon, pavimentando o caminho para o golpe militar que derrubaria João Goulart dois anos depois. Começava pelo gasto não contabilizado de US$ 8 milhões nas eleições de 1962, adubando secretamente candidatos apoiados pela CIA e simpáticos aos EUA. A conexão do mundo político com os militares golpistas era feita pelo discreto adido militar da embaixada, coronel Vernon Walters, que chegaria a vice-diretor da CIA no auge do Caso Watergate, que derrubou Nixon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A transcrição das fitas mostra, numa frase de Gordon para Kennedy, que o alvo central da conspiração era o próprio Jango:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;– Para expulsá-lo, se necessário – disse o embaixador, esclarecendo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;– O posto da CIA no Brasil deixará claro, discretamente, que não somos necessariamente hostis a qualquer tipo de ação militar, em absoluto, se ficar claro que o motivo da ação militar é...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;–... Contra a esquerda – completou o presidente Kennedy, dando o sinal verde para o golpe que aconteceria vinte meses depois. [WEINER, TIM. Legado de Cinzas. Uma história da CIA. Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 219]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Rezas e cânticos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na véspera da eleição de 1962, a Promotion de Ivan Hasslocher, líder do IBAD, arrendou o jornal carioca A Noite por 90 dias, ao custo mensal de 2 milhões de cruzeiros (cerca de R$ 100 mil no câmbio atual) para propaganda direta. A revista Repórter Sindical também era operada pela entidade. O órgão oficial do IBAD, Ação Democrática, circulava mensalmente com 250 mil exemplares e textos de gente como o economista Eugênio Gudin e o líder udenista Aliomar Baleeiro. Era gratuita e, ainda assim, não tinha um único anúncio. No início de 1963, um manifesto de 500 profissionais de prestígio, organizados pelo Centro Democrático de Engenheiros, ligado ao IPES, foi publicado no Jornal do Brasil e em O Estado de S.Paulo. Manifestos variados, todos "democráticos", proliferavam na imprensa e eram retransmitidos pela dupla IPES/IBAD. Eles tinham uma agência de notícias, a Planalto, que redistribuía o material a 800 emissoras de rádio e jornais do país. Tudo gratuito, tudo pela pátria, tudo pela democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Um milhão de cópias da Cartilha para o Progresso, feita pelo IPES, exaltando os benefícios da Aliança para o Progresso do governo americano, foi encartada como suplemento da Fatos&amp;amp;Fotos, revista de grande circulação da Editora Bloch. Em janeiro de 1963, na Faculdade de Direito de São Paulo, 22 mil pessoas se reuniram durante uma semana para o I Congresso Brasileiro para Reformas de Base, uma resposta da elite econômica ao que se discutia no governo de Jango. Dali nasceram 80 propostas de diretrizes que redefiniam o país no plano político, social e econômico. Mais do que uma proposta para chegar ao poder, era um autêntico programa de governo organizado pelos grupos de estudo do IPES de Rio e São Paulo. Oficialmente promovido pelos jornais Correio da Manhã e Folha de S.Paulo, o congresso teve seus 23 documentos finais publicados pelo Jornal do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Num país de elevado analfabetismo, os golpistas perceberam a importância do rádio e da nascente televisão. O IPES gastou 10 milhões de cruzeiros para produzir 15 programas de TV para três canais diferentes. Eram entrevistas de questionários preparados pela entidade, com jornalistas de confiança e gente selecionada para responder sobre reforma agrária, custo de vida, democracia. Estavam escaladas neste time algumas personalidades gaúchas como o senador Mem de Sá, os deputados Daniel Faraco, Egydio Michaelsen e Raul Pilla, o prefeito Loureiro da Silva e o arcebispo dom Vicente Scherer. Em 1962, o IBAD operava diariamente mais de 300 programas de rádio no horário nobre das principais cidades do país. A rede de mais de 100 estações ligadas a ele formava a "Cadeia da Democracia", sob o comando do senador João Calmon, dos Diários Associados, que tinha o cuidado de ir ao ar no mesmo horário das transmissões do líder trabalhista Leonel Brizola, que os derrotara um ano antes com a "Cadeia da Legalidade".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O maior produtor de filmes comerciais do país, Jean Manzon, foi contratado pelo IPES para produzir filmes como Que é a democracia, Deixem o estudante estudar, Uma economia estrangulada, Criando homens livres. Eram filmetes de 10 minutos, projetados antes do vibrante faroeste exibido nas matinês do interior do país, onde se espalhavam três mil salas de cinema. As cópias ficavam sob guarda de Luiz Severiano Ribeiro, o maior distribuidor e proprietário de salas do Brasil. Quando a platéia não aparecia, o cinema ia até o público. O IPES montou o projeto do "cinema ambulante" em caminhões abertos e ônibus com chassis especiais, que percorriam favelas, bairros populares e cidades distantes. Era um mutirão democrático: a Mesbla fornecia os projetores, a Mercedes Benz emprestava os caminhões e a CAIO montava a carroceria dos ônibus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O IPES jogava seu charme também sobre as mulheres. Custeava, organizava e orientava politicamente as duas organizações femininas mais importantes do país: a Camde, Campanha da Mulher pela Democracia, no Rio de Janeiro, e a UCF, União Cívica Feminina, de São Paulo. O MAF, Movimento de Arregimentação Feminina, na capital paulista, tinha 6 mil filiadas em São Paulo e era presidido por Antonieta Pellegrini, irmã de Júlio de Mesquita Filho, dono de O Estado de S.Paulo e um dos principais patronos do IPES. Com um rosário nas mãos e um afiado discurso anticomunista na língua, as donas de casa foram à luta para mobilizar as esposas de militares, sindicalistas e funcionários públicos. Mais de 50 mil cartas atulharam o correio dos parlamentares no Congresso, em Brasília.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A primeira reunião da Camde no Rio realizou-se no auditório de O Globo, que garantia espaço no jornal e na rádio para a agitação das mulheres. E, apesar dos colares de pérolas, dos penteados elegantes e do ar de velhinhas recatadas, elas sabiam agitar. Em janeiro de 1964, ao saber de um iminente congresso da CUT da América Latina em Belo Horizonte, a Limde, Liga da Mulher Democrata, ameaçou invadir o aeroporto da Pampulha e deitar as militantes na pista para impedir a reunião subversiva. O encontro foi transferido para Brasília. Em fevereiro, quando Leonel Brizola passou por lá para defender as reformas, o auditório da Secretaria da Saúde na capital mineira foi invadido por um pelotão de mulheres, com o terço nas mãos, slogans contra o belzebu vermelho e orações para exorcizar o anticristo do PTB. Brizola teve que se calar, diante do tumulto e dos objetos voando pelo salão, num episódio conhecido como a "Noite das Cadeiradas".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No comício da Central do Brasil no Rio de Janeiro, em 13 de março, duas semanas antes do golpe, Jango mirou nas mulheres: "Não podem ser levantados os rosários da fé contra o povo, que tem fé numa justiça social mais humana e na dignidade das suas esperanças", discursou, ao lado da mulher, Maria Tereza. O IPES traduziu calculadamente o ato como uma bofetada nas mulheres e em Nossa Senhora. Uma semana depois, 19 de março, a UCF paulista reagiu no dia de São José, santo protetor da família, com uma marcha na Praça da Sé com cerca de 500 mil pessoas, uma multidão cinco vezes maior do que o comício da Central. Eram puxadas pela reza fervorosa do padre americano Patrick Peyton, financiado pelo IPES, e bradavam sua graciosa palavra de ordem: "Vermelho bom, só batom". O sucesso da "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", que originalmente deveria se chamar "Desagravo ao Santo Rosário", inflamou o movimento. Marcaram outra, maior ainda, para o Rio de Janeiro em 2 de abril. Mas o general Olympio Mourão Filho sacou primeiro em Juiz de Fora, 48 horas antes da marcha do Rio. E o ato de protesto virou a "Marcha da Vitória": quase um milhão de pessoas, lideradas pelo Camde e pelo IPES, tomaram a av. Rio Branco em transe cívico, pontuado por rezas e cânticos, para saudar a nova ordem vitoriosa e a queda de Jango.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Infame líder"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na medida em que avançava a conspiração, crescia a presença militar sobre a base parlamentar. Era hora de sair do discurso para a prática. O IBAD cede seu lugar de destaque para outra sigla – a ESG, da Escola Superior de Guerra, de onde provinha o núcleo fardado do golpe. O novo complexo IPES/ESG alinhava 330 oficiais, de majores a generais de Exército, fazendo a ligação do mundo empresarial com os quartéis. Sempre sob a liderança de Golbery, lá estavam nomes que, mais tarde, fariam parte do poder revolucionário, como ministros ou até presidentes. Orlando Geisel, Mário Andreazza e Walter Pires formulavam planos com Castello Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Um grupo que Dreifuss nomeia como "Extremistas de Direita" tem como destaque o coronel (depois brigadeiro) João Paulo Moreira Burnier, veterano da fracassada revolta de Aragarças no Governo JK. São definidos como fanáticos anticomunistas e a favor da modernização industrial conservadora. Curiosamente, o grupo era mais ligado ao jornalista Júlio de Mesquita Neto, expoente da "linha dura" paulista que pregava uma forte mensagem anticorrupção e contra a esquerda. Com Mesquita estavam seu irmão Ruy e os deputados Roberto Abreu Sodré e Paulo Egydio Martins, depois governadores indicados pelos quartéis em São Paulo. Foi Burnier quem montou o plano de proteção ao Palácio Guanabara do governador Carlos Lacerda, no dia do golpe, onde se refugiaram figuras como o homem de TV Flávio Cavalcanti e o jornalista Hélio Fernandes, diretor do jornal lacerdista Tribuna da Imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No início de 1962 oficiais das Forças Armadas, falando em nome de um trio histórico de conspiradores – o marechal Denys, o almirante Heck e o brigadeiro Grun Moss –, foram a São Paulo para um encontro com Júlio Mesquita Filho, a quem entregaram um documento sobre as normas que iriam orientar o governo militar após a queda de Jango. O grupo, integrado pelos generais Cordeiro de Farias e Orlando Geisel, foi mais explícito com o dono do Estadão: o regime discricionário teria de ficar no poder por pelo menos cinco anos. Animado com a conversa, Mesquita chegou ao ponto de sugerir oito nomes para o futuro ministério revolucionário, incluindo entre eles Mem de Sá, Roberto Campos, Dario de Almeida Magalhães e Milton Campos. Todos os quatro chegaram lá. Com o jurista Vicente Rao, advogado da mineradora americana Hanna, Mesquita chegou a fazer o rascunho de um Ato Institucional para fechar Senado, Câmara e Assembléias e cassar mandatos – o mesmo instrumento de força que a ditadura anos depois faria seu jornal engolir com o AI-5, na forma de versos e receita de bolo [STACCHINI, José. Março 64: a mobilização da audácia. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1965]. "Até ali [o AI-5], nós vínhamos divergindo em caso e número, mas não em gênero, porque sabíamos que o processo tinha que ser aquele, achávamos que devia ser aquele", reconheceria anos depois Ruy Mesquita, irmão de Júlio e também diretor de O Estado de S. Paulo [VENTURA, Zuenir, 1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A velocidade da conspiração dava maior desenvoltura e ousadia aos golpistas. Em abril de 1963 o comando do complexo IPES/IBAD enviou um convite aberto para uma reunião pública no estádio do Pacaembu. Cerca de 400 figuras importantes do movimento anti-Jango estavam lá. Uma outra reunião, mais reduzida, aconteceu horas depois no apartamento de Júlio Mesquita Filho, encarregado de coordenar o apoio aos ativistas através da mídia. No final de junho, o encontro no estádio evoluiu para um comício, conhecido como "Convenção do Pacaembu". Levaram sindicalistas e estudantes de onze Estados, com uma platéia de quase 4 mil pessoas, todos conspiradores. Entre os líderes maiores, lá estavam os governadores Carlos Lacerda (Rio) e Adhemar de Barros (SP). A festa acabou produzindo um efeito decisivo sobre os militares, que se viram abertamente apoiados pelo que imaginavam ser um bloco de trabalhadores, estudantes e classe média. Era o povo, enfim, que lhes faltara no fiasco golpista de 1961.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No Rio Grande do Sul, quartel-general da maior concentração de tropas do Exército brasileiro e foco principal da resistência de Brizola na "Campanha da Legalidade", dois terços da oficialidade já estavam engajados na rebelião. O deputado Peracchi Barcelos (PSD), coronel da Brigada Militar eleito pela lista do IPESUL, tratava de sublevar a força pública do Estado. O general da reserva Armando Cattani organizava grandes fazendeiros no interior em unidades paramilitares que seriam acionadas na hora precisa. Tudo sob as bênçãos do governador Ildo Meneghetti, membro ilustre da lista vitoriosa do complexo IPES/IBAD.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na dura expressão de René Dreifuss, "o IPES conseguiu estabelecer um sincronizado assalto à opinião pública" pela relação especial com os principais veículos da mídia nacional. Um de seus alvos centrais era Assis Chateaubriand – o dono dos Diários Associados, então a maior cadeia de imprensa do país, era mais poderoso que o Roberto Marinho do Sistema Globo que floresceu depois do golpe. No início da década de 50, Chateaubriand foi citado pelo The New York Times como o Cidadão Kane brasileiro, versão tupiniquim do magnata americano William Randolph Hearst, que inspirou o filme clássico de Orson Welles e carimbou na primeira metade do século 20 a chamada "imprensa marrom", formada por veículos sensacionalistas e de baixo padrão ético. O americano não era páreo para o brasileiro. Diante dos 28 jornais e 18 revistas de Hearst, Chateubriand ostentava um rosário midiático de 34 jornais, 36 emissoras de rádio e 18 de TV integrantes da rede Tupi, a revista O Cruzeiro (a maior tiragem do país, 700 mil exemplares no auge dos anos 50, a mesma do lançamento de Veja duas décadas depois, em 1968), uma revista mensal (A Cigarra), uma agência de notícias e várias revistas infantis. [Veja penou até se consolidar. A tiragem caiu para 500 mil na segunda semana, 300 mil na terceira, 150 mil na quarta, 100 mil na quinta. Durante 20 semanas, a revista não vendeu mais que 16 mil exemplares. Em 1972, a redação de São Paulo, sede da revista, tinha definhado de 46 para 10 repórteres. Apesar da censura prévia, Veja encontrou o tom para revelar os bastidores do regime militar. Acabou o ano superando a marca dos 100 mil exemplares, uma escalada de vendas que nunca mais parou. ALMEIDA, Maria Fernanda Lopes. Veja sob censura: 1968-1976. São Paulo: Jaboticaba, 2009. p. 39-51.]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Esperto e inimigo mortal de comunistas, Chateaubriand cravou seu diretor-geral, Edmundo Monteiro, num dos postos de comando do IPES carioca. Outro prócer da mídia, Octávio Frias, dono da Folha de S.Paulo, ingressou no IPES paulista. O empresário Herbert Levy, que mantinha os filhos operando dentro da conspiração, lançou o jornal Notícias Populares para conquistar o público de baixa renda. A coluna política "Seção Livre", assinada por Pedro Dantas (pseudônimo de Prudente de Morais Neto), era publicada em O Estado de S.Paulo seguindo a cartilha ideológica do IPES. A escritora Nélida Piñon, secretária do IPES do Rio, ajudava também nos esforços de propaganda contra o governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A derrocada de Jango explodiu, com euforia, nos editoriais da grande imprensa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do Estado e os chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia, foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade", comemorou o Estado de Minas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade... A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas... Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, na desordem social e na corrupção generalizada", atacou o Jornal do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Vive a nação dias gloriosos. Porque souberam se unir todos os patriotas [...] para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para os rumos contrários à sua vocação e tradições... Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegem de seus inimigos", agradeceu O Globo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;**&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comunos-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr. João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu", tripudiou a Tribuna da Imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Sem autocrítica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O apoio da mídia a 1964 foi quase unânime no país, até por suas ligações ideológicas e operacionais com os mentores do complexo IPES/IBAD. Com exceção da Última Hora de Samuel Wainer, fiel até o fim a Jango e ao PTB que financiou seu jornal, todos os grandes veículos foram ostensivamente partidários do golpe, antes e depois. Pelo menos até a ruptura violenta do AI-5, que transformou velhos companheiros da conspiração em vítimas da truculência da ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Em alguns casos, mais do que apoio da mídia, houve adesão ao novo regime, chegando ao extremo da colaboração. Essa tese explosiva, que remete ao abjeto colaboracionismo do governo títere de Vichy com as tropas de ocupação de Hitler na França, é levantada pela pesquisadora Beatriz Kushnir, autora de um trabalho inquietante, pouco comentado na mídia, publicado pela Boitempo Editorial em 2004: Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988. Trabalhando em cima do arquivo do Departamento de Censura e Diversões Públicas do regime e do material da Academia Nacional de Polícia, que treinava os censores, Kushnir avançou uma grave conclusão: "A maioria da grande imprensa colaborou com o regime. Quando digo "colaborou", quero dizer que foi mais que um pacto. Eles se engajaram mesmo". [KUSHNIR, Beatriz. A estreita união entre imprensa e ditadura. Portal Vermelho, entrevista a André Cintra, em 22 abr. 2009. Disponível aqui. Acesso em: 10 jul. 2009] Ela explica melhor o título de seu livro: "Os jornalistas e donos de jornal, ao apoiar os governos militares naquele momento, optaram por estar ao lado do poder, se tornaram tanto agentes como vítimas dessa autocensura. Permanecer no palco das decisões era mais importante que a busca e a publicação da verdade. Por isso, esses jornalistas colaboracionistas são aqui vistos como cães de guarda" [KUSHNIR, Beatriz. Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988. São Paulo: Boitempo, 2004, p. 48].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Dos anos 50 até a Constituição de 1988, ela apurou, o Brasil teve 220 censores, com a missão de percorrer todo o país para checar jornais, revistas, as artes e a propaganda. Havia jornais, diz Kushnir, que declaradamente optaram por uma posição cínica, defendendo nos anos 70 uma "censura inteligente", feita por profissionais política e intelectualmente mais bem preparados. Era o tempo da censura transmitida por telefones e bilhetinhos, apócrifos, já que nenhuma lei autorizava a violência. A origem dos recados, o Serviço de Informação do Gabinete (Sigab) do Ministro da Justiça, bastava para impor a ordem. Sem a autocensura, a alternativa era a censura prévia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Assustados com a zoeira anticomunista, setores da sociedade cobravam do governo mais rigor no controle da mídia. Em 1972, um certo "Movimento de Recuperação da Juventude Brasileira" enviou ao Ministério da Educação um apelo para endurecer a censura. A divisão de segurança do MEC repassou a proposta à Polícia Federal. Para demonstrar sua tese da colaboração, a pesquisadora usa o exemplo da Folha de S.Paulo. O jornal de 1962 que tinha o editor Octávio Frias de Oliveira como membro militante do IPES e da conspiração é o mesmo jornal de 2009 que tem o editor Octávio Frias Filho pilotando um editorial onde a ditadura de 64 ganhava o honroso neologismo de "ditabranda".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O objeto de estudo de Kushnir é um diário do Grupo Frias, a Folha da Tarde, que mudou de lado dramaticamente com a edição do AI-5. Até 1968 era um jornal de esquerda, mais inquieto, que concorria diretamente com o irmão mais novo do Estadão, o Jornal da Tarde. No comando da redação estava um jornalista egresso da Última Hora janguista, Jorge Miranda Jordão, que tinha sob seu comando alguns jornalistas ligados à Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo da luta armada liderada por Carlos Marighella. O advento do AI-5 deixou o ar irrespirável, como advertia a previsão do JB. Houve uma limpeza na redação e, a partir de julho de 1969, a Folha da Tarde converteu-se num diário que o jornalista Cláudio Abramo resumiu numa palavra: "Sórdido". Os antigos militantes de esquerda foram substituídos por policiais que escreviam, mantendo até o duplo emprego entre redação e repressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Frias botou no lugar de Jordão um jornalista especializado em cobertura policial, Antônio Aggio Jr. "Ele veio de Santos e trouxe dois companheiros, um deles com forte influência nas forças de repressão", diz Kushnir. Um redator da editoria de "Mundo" cumpria dupla jornada: trabalhava à tarde no jornal e, de manhã, no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), comandado pelo delegado Sérgio Fleury, o mais ilustre nome da máquina de tortura brasileira. "Muitos jornalistas andavam armados na redação. O Aggio mesmo circulava com uma maleta em forma de violino. Era uma carabina turca", acusa Kushnir. (Ela está sendo processada na Justiça por estas denúncias, que Aggio rebate.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Por tudo isso, a Folha da Tarde paulista era conhecida como "o jornal de maior tiragem" – uma piada lúgubre sobre a taxa de "tiras" (policiais) que infestavam sua redação, também conhecida como "delegacia". Com acesso privilegiado ao poder, o jornal sabia antes dos outros sobre o que acontecia nos porões da ditadura. Kushnir lembra que os militantes da esquerda presos pela ditadura morriam antes nas páginas do jornal: em 17 de abril de 1971, a Folha da Tarde anunciou em primeira mão o fim do matador do industrial dinamarquês Henning Albert Boilesen, 55 anos, naturalizado brasileiro e alto executivo do Grupo Ultra. "Morto o assassino do industrial Boilesen", dizia a manchete, horas antes do metalúrgico Joaquim Alencar de Seixas, codinome Roque, aparecer morto nas celas do DOI-CODI do II Exército. Como a maioria da grande imprensa, diz Kushnir, o jornal de Frias engolia a versão policial de que Roque morrera vítima de uma troca de tiros na rua.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na ótica da guerrilha, Boilesen fora "justiçado", como financiador do aparato repressivo reunido em torno da OBAN (Operação Bandeirante) que integrava militares e o DOPS no combate à guerrilha. Ele foi morto em 15 de abril em seu Ford Galaxie, numa rua de São Paulo, por guerrilheiros de dois grupos de esquerda – a Aliança Libertadora Nacional (ALN) de Carlos Marighella e o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT). Era um ilustre membro do IPES que construiu o golpe, nos dez anos anteriores. Além disso, era alto dirigente do Ultra, um dos maiores grupos petroquímicos do país (faturamento em 2006 de R$ 5 bilhões e lucro de R$ 230 milhões), com destaque para a Ultragas, líder na distribuição de gás de cozinha e presidida por Boilesen. No início da década de 60, Pery, o filho do fundador do Grupo Ultra, Ernesto Igel, aproximou-se de duas figuras fundamentais para seus negócios petroquímicos: Hélio Beltrão e Ernesto Geisel, nomes influentes do IPES e da conspiração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;"Pery Igel era intuitivo, arrojado", lembrava o empresário Olavo Monteiro de Carvalho, presidente do grupo Monteiro Aranha, que testemunhou seu entusiasmo pela nova ordem militar. Igel deu todo o gás ao golpe. Uma de suas empresas, a Supergel, abastecia os órgãos da repressão com marmitas de comida congelada, e a Ultragas de Boilesen, suspeita-se, teria emprestado caminhões de sua frota a órgãos de segurança [CASTANHEIRA, Joaquim. A química de Paulo Cunha. Istoé Dinheiro, São Paulo, 8 nov. 2006]. Por pouco Igel não teve a mesma sorte de seu executivo Boilesen, que segundo a lenda tinha como distração visitar os porões da OBAN para ver os torturadores em ação. Em abril de 2009, Carlos Eugênio Paz, o chefe do GTA (Grupo Tático Armado) da ALN, a temida ala militar da organização de Marighella, confirmou: "A ALN tinha conhecimento de vários financiadores da OBAN. Entre eles estavam o sr. Frias, presidente do Grupo Folha, o presidente da Ultragas, Henning Albert Boilesen, o presidente do Grupo Ultra, Pery Igel, o presidente do Bradesco, Amador Aguiar, e o presidente da FIESP, Theobaldo de Nigris, que cedia a sede da Federação das Indústrias de São Paulo para reuniões de arrecadação de fundos. Havia provas cabais e contundentes". [PAZ, Carlos Eugênio. Entrevista a Rodrigo Vianna. O Escrevinhador. 17 abr. 2009. Disponível aqui. Acesso em: 19 set. 2009]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Era comum, também, a versão sobre a colaboração material que o Grupo Folha dava à repressão naqueles tempos irrespiráveis. As peruas Chevrolet C-14, da frota que transportava jornais para as bancas, muitas vezes foram usadas para levar ou trazer gente torturada na OBAN. Paz, o chefe do GTA, reforça: "A ALN queimou vários carros da Folha como represália à participação do Grupo Folha no financiamento da repressão e ao uso de seus carros na repressão direta. Ao fazer isso, atuando na guerra, o Grupo Folha era passível de sofrer as sanções e as represálias da guerra. O Grupo Folha apoiou o golpe de estado, financiou, participou diretamente da repressão e jamais fez autocrítica disso" [Ibid. Acesso em: 7 abr. 2009].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Hostilidade previsível&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Em 18 de abril de 2009, Beatriz Kushnir lembrava alguns desses detalhes constrangedores no Memorial da Resistência em São Paulo, num auditório com 150 pessoas ali reunidas para debater o papel da mídia na democracia e na ditadura. Dez presentes da platéia pediram a palavra, três reafirmaram ter sido conduzidas aos centros de tortura em peruas do Grupo Folha. Rui Veiga, jornalista e ex-preso político, fez uma acusação ainda mais grave: "Um repórter da Folha acompanhou meu transporte da OBAN até o DOPS e me aconselhou a não esconder nada, a colaborar com o regime", denunciou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No Rio Grande do Sul, nunca se soube de tal envolvimento material. Mas sobraram conivência e complacência da imprensa gaúcha com o golpe, antes e depois de 1964. A razão é simples. O alinhamento dos jornais com a conspiração e com o regime militar era natural. O Diário de Notícias, de Chateaubriand, tinha orientação do dono para bater no governo e apoiar a oposição empresarial e militar. Zero Hora já nasceu depurada e lavada ideologicamente em 4 de maio de 1964, um mês e quatro dias depois do levantamento militar do general Olympio Mourão. Herdou as máquinas e a antiga sede na rua Sete de Setembro, no centro de Porto Alegre, do jornal Última Hora, mas livrou-se rapidamente do logotipo, da cara e da comprometedora fidelidade ideológica de seu antecessor nas bancas e de seu dono no expediente, Samuel Wainer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Amigo pessoal de Getúlio Vargas e ex-repórter do conspirador Chateaubriand, Wainer arrumou dinheiro do Banco do Brasil, na volta do getulismo ao poder, e fundou em 1955 a edição da Última Hora no Rio de Janeiro. Tinha um nobre propósito, segundo seu fundador: "Romper com a formação oligárquica da imprensa brasileira e dar início a um tipo de imprensa popular e independente". O jornal conquistou novos leitores na área trabalhista e sindical e cresceu. Em 1961, quando Jango chegava ao poder e o IPES nascia para derrubá-lo, a UH de Wainer era uma vibrante, crescente e ágil rede nacional diária que, além de Rio e São Paulo, já publicava edições simultâneas em outros nove centros importantes do país – Belo Horizonte, Recife, Niterói, Curitiba, Campinas, Santos, Bauru, a emergente região sindical do ABC paulista (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano) e, finalmente, Porto Alegre. Na capital do Rio Grande do Sul, berço de Getúlio, Jango e Brizola e centro da resistência mais forte ao golpe, circulava a edição mais jacobina da rede de jornais de Samuel Wainer [BARROS, Jefferson. Golpe mata jornal. Desafios de um tablóide popular numa sociedade conservadora. Porto Alegre: JÁ, 1999. p. 156]. Era natural, portanto, que herdasse também todos os inimigos e a santa ira da nova ordem militar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A UH de Porto Alegre sentiu o golpe, literalmente. Tentou manter a linha editorial e o sonho de uma resistência de Jango ao levante militar até o dia 5 de abril. Resfolegou numa impossível neutralidade por mais três semanas e, afinal, sucumbiu em 25 de abril do ano da graça de 1964. O diretor da edição gaúcha, Ary de Carvalho, ainda procurou manter a equipe, a marca e a estrutura do velho jornal. Viajou ao Rio, para uma conversa de negócios com Wainer, então exilado na Embaixada do México. Carvalho fez a proposta, e Wainer topou vender as máquinas de escrever, as oito máquinas fotográficas, as quatro lambretas, os dois carros e o arquivo de fotos – mas não aceitou vender o título do jornal [Morre o jornalista e empresário Ary de Carvalho. O Dia, Rio de Janeiro, 4 jul. 2003].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Wainer mandou fechar o jornal. Com outros três empresários, Carvalho comprou máquinas e equipamentos da redação, segurou alguns membros da equipe e tratou de fundar um novo diário em maio de 1964. Pediu ao chefe da diagramação, o argentino de nascimento Aníbal Bendatti, uma logomarca para o novo jornal – "parecida, mas diferente da Última Hora" [BARROS, op. cit., p. 158]. Bendatti datilografou a palavra Zero Hora, ampliou os tipos da máquina de escrever, livrou o título antigo do retângulo e cravou a nova marca num quadrado comportado. Preservou apenas o azul dos velhos tempos na cara do diário que já nascia simpático ao regime de 1964. A simpatia dos conspiradores foi ainda maior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ary de Carvalho trazia ligações de família decisivas desde Birigui, cidade do interior paulista onde se iniciou em 1926 a carreira de sucesso de um antigo office-boy de uma agência local do Banco Noroeste chamado Amador Aguiar. Décadas depois, Aguiar tinha um emprego novo e o seu próprio banco, o Bradesco, ambos engajados de corpo e alma no projeto golpista do IPES. Nada mais natural, assim, do que ajudar o velho amigo de um jornal que já nascia amigo dos vitoriosos de abril de 64. Com o dinheiro do Bradesco, Carvalho livrou-se dos antigos sócios e cresceu. Ganhou anos depois um novo parceiro, o radialista Maurício Sirotski, que em 1962 criara a TV Gaúcha, então filiada à Rede Excelsior. Juntos compraram em Chicago, EUA, a moderna máquina de impressão em off set que tornou a Zero Hora o segundo jornal do país a adotar a novidade (o primeiro tinha sido a Folha de S.Paulo de Frias).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O esforço fez o jornal cambalear financeiramente, e, em abril de 1970, seis anos após o golpe, Carvalho vendeu as ações que tinha ao sócio e retirou-se para o Rio de Janeiro. Sirotski, agora o único dono de Zero Hora, fizera em 1965 um movimento tático decisivo: trocou a Excelsior pela Globo de Roberto Marinho, a organização jornalística que mais cresceria sob a ditadura. No vácuo deste sucesso nasceu, cresceu e apareceu a RBS, a Rede Brasil-Sul de Sirotski, hoje o grupo de mídia mais poderoso do sul do país, nascido dos escombros da Última Hora esmagada pelos tanques de 64.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Até aparecer a RBS, a empresa jornalística mais influente e rica do Rio Grande do Sul era a Caldas Júnior, que editava o jornal mais importante do Estado, o Correio do Povo, operava a rádio mais ouvida, a Guaíba, e mantinha um vespertino de larga penetração, a Folha da Tarde. Atravessou sem sobressaltos a turbulência de 1964 porque era uma empresa conservadora, mantida sob o rígido controle de seu dono, Breno Caldas. Tinha apenas 25 anos quando assumiu o jornal, em 1935. O pai, fundador do Correio do Povo meio século antes, morrera prematuramente aos 45 anos, em 1913, mergulhando a empresa numa crise financeira que durou até a chegada de Breno Caldas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Breno Caldas cultivava uma previsível hostilidade contra as reformas de base de João Goulart e antipatia ainda maior contra o cunhado do presidente, Leonel Brizola – que na crise de 1961 requisitou a sua rádio Guaíba para montar em torno dela a "Rede da Legalidade" que brecou o golpe militar e garantiu a posse de Jango.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Nota discreta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Nos idos de 1962, o líder do IPES carioca José Luiz Moreira de Souza, dono da Denison Propaganda, viajou a Porto Alegre para botar a Caldas Júnior no balaio da conspiração. Ganhou as graças de Arlindo Pasqualini, irmão de Alberto, ideólogo do trabalhismo que o IPES combatia. Arlindo, diretor da Folha da Tarde e o sucessor natural do dono da empresa, Breno Caldas, recebeu a missão de produzir uma série de artigos contra Leonel Brizola, que já não tinha a simpatia da casa desde a Campanha da Legalidade do ano anterior [DREIFUSS, op.cit., p. 233].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A animosidade cresceu no governo Jango. Brizola pegou gosto pelo microfone e batia regularmente em Breno Caldas às sextas-feiras, no seu programa noturno na rádio Farroupilha, que curiosamente fazia parte da rede dos Diários Associados do golpista Chateaubriand. O ex-governador adotava um tom coloquial e direto ao falar na rádio: "Dr. Breno, eu sei que o senhor está me ouvindo aí no seu iate ancorado no Guaíba...". A chicotada vinha em seguida: "O Correio do Povo, que já foi jornal do povo, hoje não é. Agora é um órgão da oligarquia, dos monopólios, dos trustes internacionais...", batia Brizola [PINHEIRO MACHADO, José Antônio. Breno Caldas. Meio século de Correio do Povo. Glória e agonia de um grande jornal. Porto Alegre: L&amp;amp;PM, 1987, p. 72]. A resposta vinha na primeira página da Folha da Tarde, nos artigos assinados por seu diretor, Arlindo Pasqualini, o homem do IPES dentro da Caldas Júnior. Como bom fazendeiro e criador de cavalos, Breno tinha afinidades campeiras com Jango, a quem chamava por "tu", expressão de intimidade entre gaúchos. (Para manter a distância, Breno sempre tratava Brizola pelo cerimonioso "doutor"). Quando o golpe aconteceu, acabaram as cerimônias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No editorial da primeira edição do jornal, no longínquo 1° de outubro de 1895, Caldas Jr. tinha definido um lema e uma linha para o jornal que se tornaria centenário: "Independente, nobre e forte – procurará sempre sê-lo o Correio do Povo, que não é órgão de nenhuma facção partidária, que não se escraviza a cogitações de ordem subalterna." Nos primeiros editoriais após o golpe de 1964, o jornal abandonou sua histórica divisa, aderiu à facção vitoriosa e adotou uma postura subalterna à nova ordem militar. E escancarou seu apoio em editoriais didáticos para explicar por que os revolucionários de 31 de março estavam certos: "Aquele era o único caminho para salvar o Brasil", dizia o jornal que se anunciava independente, nobre e forte, fazendo coro com a grande imprensa golpista do centro do país [GALVANI, Walter. Um século de poder: os bastidores da Caldas Júnior. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1995, p. 411].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Falando, Breno Caldas tentava matizar o que era mais explícito nos editoriais. Em 1987, dois anos antes de morrer, em entrevista ao jornalista José Antônio Pinheiro Machado, ele reconhecia: "A Revolução de 1964, de certo modo, contou com a nossa participação, ou pelo menos com a nossa simpatia. O pessoal que foi ao poder em 1964... não é que fosse ligado a nós – não tínhamos ligações políticas com ninguém –, mas eram pessoas afinadas conosco, estávamos no mesmo caminho. Quando houve a tal conspiração do Castello Branco, eu não sabia de nada oficialmente. Até que o general Adalberto Pereira dos Santos, que comandou o movimento por aqui, fez um contato comigo, me disse que a situação era crítica, que iria acontecer alguma coisa. "Fique atento a uma manifestação do general Castello Branco", me disse ele" [PINHEIRO MACHADO, op.cit., p.78].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A intimidade de Breno Caldas com o regime militar tinha uma explicação cavalar. Dono do Haras do Arado, um dos mais qualificados do Estado, nas redondezas de Porto Alegre, Breno ganhou fama como renomado criador de cavalos puro-sangue inglês de corrida, entre eles Estensoro, o maior campeão da história do turfe gaúcho. O general Costa e Silva, primeiro ministro do Exército da ditadura e sucessor de Castello Branco na presidência, adorava corridas de cavalo – e sempre conversava com Breno sobre o assunto. Quando o filho de Breno, Francisco Antônio, prestou o serviço militar, foi requisitado por Costa e Silva, então comandante da III Região Militar de Porto Alegre, para ser seu motorista particular. "A idéia do Costa e Silva não era se aproximar do Correio do Povo, mas sim ter por perto alguém ligado ao turfe!...", desconfiava Breno, orgulhoso porque o filho era um soldado raso que almoçava na mesa generosa do poderoso general e de sua mulher, dona Yolanda Costa e Silva. O chefe do Estado-Maior do III Exército, na época, era outro amante de cavalos: o general Emílio Garrastazú Médici, futuro comandante da tropa no sul e sucessor de Costa e Silva no Planalto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Estas eqüinas relações de amizade não ajudaram Breno Caldas a evitar os arreios da censura. Em 1972, quatro anos após a edição do AI-5, O Estado de S.Paulo que ajudara a montar o golpe vivia sob forte censura, que o obrigava a cobrir os espaços em branco com versos de Camões. O regime não permitia a exposição da censura e disparava cortes por telefones ou bilhetinhos, sem assinatura, ordens atribuídas ao ministro Alfredo Buzaid, da Justiça. Em 19 de setembro de 1972, a redação do Estadão recebeu outro papelucho proibindo "a publicação de notícias, comentários, entrevistas ou críticas de qualquer natureza sobre a abertura política ou democratização, ou assuntos correlatos, anistia a cassados ou revisão parcial dos seus processos, críticas ou comentários ou editorais desfavoráveis sobre a situação econômico-financeira ou problema sucessório e suas implicações". Apenas isso, nada além disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O diretor do Estadão, Ruy Mesquita, perdeu a paciência com os velhos companheiros de conspiração de 1964 e disparou um telegrama violento para Buzaid: "Sr. Ministro, ao tomar conhecimento dessas ordens emanadas de V.Excia., o meu sentimento foi de profunda humilhação e vergonha. Senti vergonha pelo Brasil, degradado à condição de uma república de Uganda qualquer por um governo que acaba, de forma incrível, de decretar o ostracismo dos próprios companheiros de Revolução, que ocuparam ontem os cargos em que se encontram hoje, e não cogitam cinco minutos do julgamento da História. O senhor, Ministro, deixará de sê-lo um dia. Todos os que estão hoje, no poder, dele baixarão um dia, e, então, Sr. Ministro, como aconteceu na Alemanha, na Itália ou na Rússia, o Brasil ficará sabendo a verdadeira história deste período, em que abandonaram os rumos traçados pelo seu maior líder, marechal Castello Branco".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O petardo de Mesquita foi lido da tribuna do Senado pelo líder da oposição, o senador Franco Montoro, do MDB paulista. Foi contestado pelo líder governista, o senador Filinto Müller, ex-chefe de polícia da ditadura do Estado Novo getulista: "Não há nenhum ato ou documento do Ministério da Justiça disciplinando as matérias publicáveis nos jornais do país", mentiu o líder da ARENA, alegando que notícias de censura eram "campanha organizada para perturbar a vida pública brasileira". O Correio do Povo queria publicar esta notícia, com a denúncia da oposição e a mentira do governo, numa nota discreta na página 8, em duas colunas enxutas na edição festiva de 20 de setembro, data de mais um aniversário da Revolução Farroupilha. A Revolução de 64 sacou primeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Cautela exagerada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na véspera do feriado dos farrapos, na tarde de terça-feira, 19 de setembro, adentrou a redação do Correio do Povo um jovem de cabelos compridos e encaracolados, grossas costeletas emoldurando um par de óculos grande e de armação pesada, que contrastava com o sorriso simpático. Poderia ser um freqüentador retardatário do festival hippie de Woodstock, não fosse o traje de sempre, terno escuro e gravata, e a mensagem habitual da censura. Roque Gilberto Chedid desviou-se ao final do curso de Direito para a rotina torta da Delegacia de Censura da Polícia Federal no sul. Ele só se materializava pessoalmente em graves ocasiões. Preferia sempre se manifestar pelo telefone, mais discreto e imperceptível. Sua voz, educada e um tanto constrangida, atingia a Zero Hora pelo ouvido sensível de Lauro Schirmer, diretor de redação entre 1970 e 1990, a quem cabia ouvir as ordens inoportunas e castradoras da ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O jornalista Elmar Bones da Costa, gaúcho de Santana do Livramento, lembra bem de Chedid. De volta a Porto Alegre em 1972 após uma passagem por Veja em São Paulo, ele acabava de assumir a chefia de redação da Folha da Manhã, o jornal mais novo e rebelde da pacata Caldas Júnior. O ex-motorista de Costa e Silva, Francisco Antônio, filho de Breno, tentava uma última cartada para salvar o jornal, que agonizava com uma rala redação de duas dezenas de jornalistas e uma tiragem minguada de sete mil jornais. Junto com Elmar vinha da capital paulista um respeitado repórter da revista Realidade, José Antônio Severo, gaúcho de Caçapava do Sul, que assumiria a direção da Folha da Manhã em sua fase mais brilhante. Conta Elmar [depoimento ao autor em 3 set. 2009]:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Havíamos decidido também não aceitar censura por telefone. Nos primeiros meses não houve problema, não tivemos notícia do censor. No final de 1972, talvez por causa do embate pela sucessão do general Médici, a censura recrudesceu. Um dia fui comunicado pela direção que um agente da Polícia Federal viria à redação com orientação sobre assuntos que não deveriam ser noticiados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Apresentou-se, então, um jovem estudante de Direito, simpático, compreensivo, um tanto sem jeito. Chamava-se Roque Chedid. Disse que cumpria ordens e revelou total inexperiência no assunto. Expliquei que, por princípio profissional, eu era contra qualquer censura, mas que era empregado e a orientação da empresa era acatar as determinações. Falei da nossa orientação de não aceitar censura por telefone, até para evitar trotes, e ele concordou. Ele disse que não iria interferir na redação, nem ler matérias, nem nada. Viria apenas quando houvesse algum assunto proibido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;E passou a comparecer periodicamente. Uma ou duas vezes por semana ele aparecia. Não trazia ordens escritas, nem determinações detalhadas. Puxava um papelzinho do bolso e lia o que estava anotado, geralmente apenas o tema a ser suprimido. Por exemplo: "Protestos e manifestações de rua no Rio e em São Paulo". "Movimento de guerrilha no Araguaia".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Muitas vezes, era ele que nos trazia a notícia, uma vez que a censura exercida na origem junto às agências de notícias que nos abasteciam com o noticiário nacional já suprimia os tais assuntos proibidos. Ele também não sabia direito do que se tratava. Lia o que estava anotado no papel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Um dia, ele apareceu para proibir qualquer notícia sobre o incidente daquela manhã no Rio de Janeiro. Ninguém sabia do que se tratava. Chedid contou que eram os protestos pela presença na cidade do secretário de Estado de Nixon, William Rogers. Chedid nem sabia ao certo quem era. "É a visita do Rogers, Rogers..." Não conseguia lembrar do primeiro nome do visitante. Alguém da redação ajudou: "Ah, o Roy Rogers?". Ele agradeceu: "É, isso mesmo, o Roy Rogers", respondeu, sem atentar para a diferença entre o secretário americano e o velho herói dos filmes de faroeste. Assim era a nossa censura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Como a minha mesa ficava no fundo, ele tinha que atravessar toda a redação e muitas vezes, quando o pessoal estava de bom humor, era saudado com uma salva de palmas quando se retirava. Ele saía ruborizado, constrangido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;De repente, assim como veio, Roque Chedid desapareceu. Nunca mais o vi. Há uns dois anos li uma notícia na Zero Hora sobre sua aposentadoria como desembargador ou algo assim. A nota de poucas linhas não mencionava a sua experiência como censor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Naquela terça-feira de setembro de 1972, a grave missão de Chedid exigia sua presença na redação do Correio do Povo. Exasperado como Ruy Mesquita, Breno Caldas reagiu à proibição para publicar o telegrama do diretor do Estadão. Ele engrossou a voz e pediu a ordem de censura por escrito. Chedid insistiu com o recado verbal, mas não adiantou. Breno saiu do jornal à noite, deixando uma determinação clara ao chefe de redação, Adail Borges Fortes:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;– Se não vier a ordem escrita, vamos publicar!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O impensável iria acontecer. O provecto e conservador Correio do Povo batendo de frente com o regime militar. Chedid alertou o comando gaúcho da Polícia Federal, que repassou a notícia espantosa a Brasília. E o governo do general Médici, que tinha o gaúcho Carlos Fehlberg como seu secretário de imprensa, deu a ordem final:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 54pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;– Apreendam!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A tropa de choque do Exército cercou o jornal, na rua Caldas Júnior, esperando o jornal sair da boca das rotativas, a partir das 4h da madrugada. O comandante da operação queria que a edição apreendida fosse transportada nos caminhões do próprio jornal até a sede da Polícia Federal, na avenida Paraná. Breno Caldas vetou a proposta indigna, e os militares tiveram que requisitar caçambas que trabalhavam no cais do porto, a três quadras de distância, para cumprir a missão da censura. Para não perder a viagem, os militares levaram, junto com o&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Correio do Povo,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;a edição da quarta-feira, 20 de setembro, da&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha da Manhã&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de Severo e Elmar, que também publicava o telegrama maldito de Ruy Mesquita. A rara trombada com o regime e a brava reação de Breno Caldas é uma exceção que confirma a regra de plácida convivência da imprensa gaúcha com a censura e a conseqüente autocensura, que nivelava tudo por baixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Seis anos depois já se falava em abertura, em anistia, e não havia mais censura prévia – mas o fantasma da autocensura ainda sobrevoava gabinetes ilustres da imprensa gaúcha em 1978. Uma norma não escrita da mídia do Rio Grande diz que, onde há gaúcho, tudo fica mais importante e prioritário. Um terremoto no Cazaquistão ganha a primeira página, por exemplo, se existe gaúcho entre as vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Este dogma foi atropelado impiedosamente no caso do sequestro dos uruguaios Universindo Díaz, Lílian Celiberti e seus dois filhos, Camilo e Francesca, em novembro de 1978 em Porto Alegre. Era uma incursão binacional do Brasil e Uruguai no âmbito da Operação Condor, o "Mercosul do Terror" engendrado pelas ditaduras que infestavam o Cone Sul na década de 70. O jurista francês Jean Louis Weil passou uma semana na capital gaúcha investigando o caso e, pouco antes do deixar o país, deu uma contundente entrevista coletiva no Rio dando nomes aos bois – os militares uruguaios e os policiais brasileiros envolvidos no sequestro. O delegado gaúcho Pedro Seelig, apontado por Weil, era a mais reluzente estrela da repressão no sul. Merecia, portanto, todas as manchetes que sua condição de filho da terra lhe garantia. O que aconteceu acabou sendo uma página vergonhosa de submissão da imprensa gaúcha ao aparato repressivo da ditadura, um caso explícito de autocensura que eu retrato no livro&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios&lt;/i&gt;&amp;nbsp;[CUNHA, op. cit., p. 143-152].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No aeroporto do Galeão, Jean Louis Weil falou à imprensa na segunda-feira, 11 de dezembro. O francês identificou os autores do sequestro nos dois lados da fronteira. A sigla de lá que ninguém ainda conhecia aqui era o OCOA, Organismo Coordinador de Operaciones Antisubversivas. A de cá era o velho DOPS de guerra. Weil denunciou o nome do militar uruguaio a quem estava subordinado o OCOA, o general Amaury Prantl. E apontou o chefe brasileiro do sequestro: o notório delegado Pedro Seelig, um gaúcho famoso o bastante para garantir qualquer manchete na imprensa local.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No dia seguinte, terça-feira, 12 de dezembro, os jornais da província reagiram com exagerada cautela à acusação contra o temido Seelig. Inexplicavelmente suprimiram do texto da matéria o nome do delegado gaúcho denunciado pelo jurista francês. Precavidos, os jornais de Porto Alegre se eximiram de responsabilidade, identificando a Agência Jornal do Brasil (&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;AJB&lt;/i&gt;) como a fonte da notícia em que os nomes pareciam mais constrangedores do que os fatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Lembrar e contar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Na Caldas Júnior, nenhum de seus três jornais publicou a grave acusação de Weil. O principal jornal do trio, o&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Correio do Povo,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;publicou uma nota envergonhada no meio do noticiário de polícia, na página 5, com uma manchete que escondia mais do que revelava: "Advogado francês denunciou as autoridades responsáveis". Teve o cuidado de não dar no texto nenhum nome brasileiro. Disse que o sequestro tinha sido realizado por um comando do OCOA uruguaio, "comandado pelo general Amaury Prantl, com a participação de policiais brasileiros do DOPS de Porto Alegre". O mesmo embuste foi cometido pelos outros dois jornais da casa, a&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha da Manhã&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e a&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha da Tarde.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Só 48 horas depois, na quarta-feira, 13, o vespertino atreveu-se a escrever o nome do delegado, em uma notícia sob outra manchete camuflada na página interna: "Sequestro. Advogado faz novas acusações contra os integrantes da polícia gaúcha".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;No texto acovardado da&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha da Tarde,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;o nome de Seelig só aparece no sexto parágrafo. Ainda assim dedica quatro linhas à acusação e quinze à defesa do delegado, em que ele mesmo desdenha da denúncia. O jornal&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora&lt;/i&gt;&amp;nbsp;teve um tropeço ainda mais visível na edição de terça-feira, 12. Estampou sua falta de coragem na primeira página, com uma manchete igualmente medrosa: "Advogado francês acusa general uruguaio pelo sequestro". O surdo e cego editor do jornal não ouviu nem leu o nome de Seelig na denúncia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O tal general "teria contado com o auxílio de policiais brasileiros", desinformava o vago subtítulo do jornal. Lá dentro, em matéria secundária da página central,&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora&amp;nbsp;&lt;/i&gt;continuava escondendo a informação essencial sobre o nome do primeiro agente brasileiro denunciado. A coragem que sobrou para identificar o general Prantl faltou vergonhosamente na hora de nomear Seelig. Era a segunda vez que&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora&amp;nbsp;&lt;/i&gt;tropeçava clamorosamente diante do sequestro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Treze dias antes, na noite de quarta-feira, 29 de novembro, o jornal tinha nas mãos um material explosivo: o depoimento de Camilo, o garoto de oito anos, filho de Lílian Celiberti, apontando o prédio do DOPS gaúcho como seu local de cativeiro na capital. Era um material exclusivo enviado de Montevidéu pelos repórteres da Agência CooJornal, da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre. A reportagem havia sido comprada também por outros dois jornais, um paulista e outro brasiliense. O editor-chefe do jornal, Carlos Fehlberg, secretário de Imprensa do Palácio do Planalto no governo Médici (1969-1974) – o período mais truculento e repressivo da ditadura –, só baixou a reportagem para a oficina com uma insólita ressalva na abertura do texto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Esta matéria, redigida pelo repórter Tomás Pereira, da CooJornal, está sendo publicada hoje simultaneamente nos jornais&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha de S.Paulo&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Jornal de Brasília.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Não adiantou nada. Durante a madrugada a reportagem desapareceu misteriosamente na boca da rotativa. Foi substituída na manhã seguinte, quinta-feira, 30, por explicações pouco convincentes do editor-chefe aos irritados editores da redação. O leitor gaúcho, ao contrário dos outros brasileiros que leram jornal naquele dia, não ficou sabendo que sua própria polícia estava envolvida no sequestro binacional. A notícia só saiu na&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora&amp;nbsp;&lt;/i&gt;do dia seguinte, sexta-feira, 1° de dezembro, assim mesmo reverberando cautelosamente a reação no Legislativo gaúcho. "Debate na Assembléia sobre o envolvimento do DOPS no seqüestro", dizia a cuidadosa chamada na primeira página do jornal. Jogava a denúncia na boca do deputado Waldir Walter, do MDB, "baseando-se em matéria publicada no jornal&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha de S.Paulo&lt;/i&gt;" – esclarecia o diário gaúcho, lavando as mãos com a própria incompetência jornalística.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Afinal, o jornal paulista tinha publicado sem ressalvas e sem medo a mesma reportagem da Agência CooJornal que a&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora&amp;nbsp;&lt;/i&gt;tinha comprado com exclusividade e esquecido na gaveta. Mais estranho ainda: Carlos Fehlberg era um jornalista experiente e um calejado editor político. Deixou a assessoria de imprensa do Planalto no final do governo Médici, em 1974, para assumir por 17 anos o comando do jornal que, sob sua chefia, tornou-se o mais importante do estado. Diante do sequestro, porém, ele parecia um iniciante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fehlberg voltou a tropicar feio em janeiro de 1979, quando a missão da OAB rastreava corajosamente o sequestro lá mesmo em Montevidéu. Dessa vez, a hesitação do editor-chefe foi denunciada por um subordinado direto, João Aveline, seu secretário de redação, que 20 anos depois revelou toda sua frustração num texto carregado de melancolia a partir do título: "A notícia não saiu. Velório na redação" [AVELINE, João.&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Macaco preso para interrogatório: retrato de uma época.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Porto Alegre: AGE, 1999. p. 64-65].&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Aveline lembrava que, após um doloroso período de censura, os jornais se atiravam em cima do caso do sequestro como se quisessem "recuperar o tempo perdido e ganhar a credibilidade dos leitores". Até o velho&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Correio do Povo&lt;/i&gt;disputava notícias, tanto que publicou um "furo de reportagem" com as andanças da comissão da OAB gaúcha na capital uruguaia. Outra vez, graças à ousadia do&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;CooJornal&lt;/i&gt;, que tinha um repórter ao lado dos advogados para repassar suas reportagens aos jornais brasileiros. Fehlberg resolveu combater o concorrente da Caldas Júnior com suas próprias armas: mandou comprar, com exclusividade, o material do repórter Tomás Irineu Pereira. Era uma nova denúncia do&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;CooJornal&lt;/i&gt;, a partir da identificação de outros policiais do DOPS pelos filhos de Lílian Celiberti. O texto e as três fotos foram comprados por&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;com exclusividade para o Rio Grande do Sul (o mesmo material seria publicado também no Rio e em São Paulo). Conta Aveline:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A edição estava quase fechando quando o estafeta da cooperativa chegou com a preciosíssima encomenda, que foi logo encaminhada à oficina pelas mãos do diretor do jornal, jornalista Lauro Schirmer. Como eram momentos de grande expectativa vividos nas redações dos jornais, todos sabiam que no outro dia&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora&amp;nbsp;&lt;/i&gt;tinha novidades exclusivas sobre o sequestro dos uruguaios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas nesse mesmo "outro dia" a redação parecia um velório. Na face de cada um, a máscara da tristeza. Em cada gesto, um total desânimo. A tal matéria-bomba não saíra.&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Folha de S.Paulo&amp;nbsp;&lt;/i&gt;e&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O Globo&amp;nbsp;&lt;/i&gt;publicaram. E com chamada de capa. Parece até que nós havíamos comprado a matéria para garantir sua ausência nos jornais do Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 72pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Zero Hora&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;deu no dia seguinte ao dia seguinte. Provavelmente porque a responsabilidade, na ótica de quem vetou, seria de quem divulgou primeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Não parece, mas a história narrada pela imprensa é uma lenta, articulada sucessão de dias que se sucedem, um dia seguinte ao outro. O fio caprichoso que une fatos, cenas, pessoas e motivações variadas acaba tecendo o relato que define tempos, homens e biografias. Mais cedo ou mais tarde, apesar dos atos de força, dos surtos de violência, das vacilações de caráter e das razões subjacentes e subalternas de uns e outros, a verdade acaba aflorando e prevalecendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A mesma imprensa que hesita, vacila e tropeça pode, no dia seguinte, reparar erros, remediar falhas, recontar momentos e resgatar a ética de sua função essencial – contar o que é, por que é, como é.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A crônica de máximas e mínimas da imprensa brasileira – antes, durante e depois do golpe de 1964 – mostra que sempre há o dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Contra todas as previsões, nossa obrigação é lembrar e contar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Não importa o tamanho da treva, o sufoco do tempo, o chumbo do ar, a força da ventania.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Sempre haverá o dia seguinte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O dia para lembrar. E contar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 9pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=574AZL002" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=574AZL002&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-8820065877730239065?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/8820065877730239065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=8820065877730239065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8820065877730239065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8820065877730239065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/ventos-da-midia-na-tormenta-de-1964-por.html' title='Ventos da mídia na tormenta de 1964 - por Luiz Cláudio Cunha'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-4711135526881730942</id><published>2010-03-20T00:15:00.002-03:00</published><updated>2010-03-20T00:15:52.893-03:00</updated><title type='text'>CANAIS DE SANTOS, TOMBAMENTO E FUNCIONALIDADE</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Senhor Editor:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;CANAIS DE SANTOS, TOMBAMENTO E FUNCIONALIDADE&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A sugestão sobre os canais que estamos enviando ao novo secretário do Meio Ambiente Fábio Nunes, defendendo o diálogo democrático com técnicos e sociedade, é de que estes sejam usados como reservatórios de água pluviais. Eles têm a capacidade de resguardo de mais de um milhão de litros. Evitando as enchentes – mediante a operação criteriosa das comportas, que não podem ser abertas nas marés cheias durante as tempestades durante as tempestades de chuva. Nem sob pedidos - ou contribuirão para as enchentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Trazemos de volta a idéia do tratamento biológico de seu conteúdo pela água do mar, contaminado pelos esgotos clandestinos. Estudamos e atuamos na importante questão há duas décadas, na entidade AMA-Ação Mar Aberto. Foi a responsável pelo pedido de tombamento dos canais em 1991, que obteve sucesso. E estamos propondo medidas para reduzir o volume de água através da implantação de espaços verdes, tentando contribuir.&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-4711135526881730942?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/4711135526881730942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=4711135526881730942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/4711135526881730942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/4711135526881730942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/canais-de-santos-tombamento-e.html' title='CANAIS DE SANTOS, TOMBAMENTO E FUNCIONALIDADE'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-991047730591293427</id><published>2010-03-20T00:14:00.000-03:00</published><updated>2010-03-20T00:14:21.571-03:00</updated><title type='text'>LULA, IRÃ E O DIABO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; border-collapse: collapse; display: table; font-size: inherit; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-align: center;"&gt;&lt;tbody style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;tr style="display: table-row; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; vertical-align: inherit;"&gt;&lt;td style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; display: table-cell; font: inherit; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" valign="top"&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;LULA, IRÃ E O DIABO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curioso o Nêumane! Erra Lula ao apoiar o "ditador assassino"&amp;nbsp;Mahmud&amp;nbsp;Ahmabinejad, do Irã, que fracassou: não conseguiu matar tanta gente quanto seu colega Obama, o Prêmio Nobel da Paz.&amp;nbsp;Não pode fazer a sua política externa?&amp;nbsp;O Irã quer ter &amp;nbsp;armas atômicas? Não pode, só os países grandes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Como, quem já tem diz que outro país não pode ter? O que está acontecendo? Justifica-se o Nobel de Saramago? Enlouqueceram todos? Tudo começou com uma pequena alteração do significado de "mito", interpretado como "mentira" quando ele disse que "O holocausto foi um mito". Golpe demonizador, artificial. Coisa de trouxa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O Lula está "sendo criticado no mundo" por apoiar Cuba e Irã? E nós imitando Cuba na saúde e de olho no petróleo do Irã? Por que? Se estivesse matando que nem o Obama estaria elogiado?&amp;nbsp;A ousadia e a não-dependência na política internacional não é fácil, já derrubou Jânio, mas reposicionou o Brasil no mundo e acabou com &amp;nbsp;conceito de "áreas de influência". Não adianta mandar a Hillary, fica ridícula a obediência cega aos EUA. Quando eles mudarem de opinião temos que mudar junto. Um país do tamanho do Brasil não pode entrar nessa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A "bronca" americana é que há décadas eles exploravam o petróleo do mundo inteiro. E foi Mossadegh, do Irã, que acabou com isso. Assim como Cuba, que construiu uma sociedade decente, eles não perdoam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É aqui onde começarão nossos problemas se não formos cuidadosos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;", disse o presidente americano Harry Truman apontando para o Irã.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Acorda, Nêumane!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-991047730591293427?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/991047730591293427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=991047730591293427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/991047730591293427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/991047730591293427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/lula-ira-e-o-diabo.html' title='LULA, IRÃ E O DIABO'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-8733248686723450650</id><published>2010-03-20T00:09:00.002-03:00</published><updated>2010-03-20T00:09:15.167-03:00</updated><title type='text'>LULA, ISRAEL E IRÃ - O Dia das Relações Exteriores</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;LULA, ISRAEL E IRÃ&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O Dia das Relações Exteriores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A proposta de mediação de Lula é a grande notícia deste Dia das Relações Exteriores. No dia 16/3, marcada pela fundação do Ministério por D. João VI quando chegou por aqui em 1808. Era um Chefe de Estado fugido, em ato inédito nesta ciência. Mas não foi esta sua repercussão positiva, injustamente, aliás. A César o que é de César, méritos são méritos. Nada de oposição sistemática. Ele é o homem, do petróleo, inclusive, reposicionando o Brasil no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O argumento de Lula que um país não pode se desenvolver com pobres (palestinos) em volta é perfeito, lógico e pacífico. Só não interessa aos fabricantes de armas, os que financiam Obama e Shimom Peres, o antigo “trabalhista”. O boicote do ministro da pasta israelense à visita de Lula ao túmulo do fundador do país é uma estupidez. O ato de Israel na construção de 1,6 mil casas na Cisjordânia significa matar israelenses, acirramento e provocação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Como alguém lá colocado para negociar é porta-voz do principio “não tem papo”?&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Avigdor Lieberman, o ministro que já mandou aliado “para o inferno” (o primeiro ministro do Egito), não foi assistir ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula no Parlamento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Estado teocrático é problema: é o único da região sem fronteiras fixas, se expande permanentemente, único no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É rompimento puro e simples coma antiga Pérsia o que eles querem? De que isso adianta? Adiantava Lula “romper negociações” com a Villares? E os metalúrgicos? Por sorte, eles estavam nas mãos de um grande negociador, a seu favor – o que não parece ser o caso do ministro e do Shimon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Erra Lula ao apoiar o "ditador assassino"&amp;nbsp;Mahmud&amp;nbsp;Ahmabinejad, do Irã? Obama mata mais do que ele, aliás, bem mais, civis em massa no Iraque e Afeganistão. Consideremos que ele fracassou: não conseguiu matar tanta gente quanto seu colega Obama, o Prêmio Nobel da Paz. Ahmabinedjad não pode fazer a sua política externa?&amp;nbsp;O Irã quer ter armas atômicas? Não pode, só os países grandes? Isto não se sugere absurdo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A demonização dos antigos inimigos dos EUA começou com uma pequena alteração do significado de "mito". Interpretado como “mentira” quando ele disse que "O holocausto foi um mito". Falseta, falácia, não é. É&amp;nbsp;&lt;u style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;uso&lt;/u&gt;&amp;nbsp;do fato. Golpe demonizador, artificial. Lula está "sendo criticado no mundo" por apoiar o Irã? A ousadia e a não-dependência na política internacional não é fácil, mas reposicionou o Brasil no mundo e acabou com &amp;nbsp;conceito de "áreas de influência".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Não adianta mandar a Hillary, “apertar” o Lula que ousou desafiar o império: fica ridícula a obediência cega aos EUA, coisa do passado e do FHC. Quando eles mudarem de opinião teremos que mudar junto? É o que ocorrerá. Um país do tamanho do Brasil não pode entrar nessa.&amp;nbsp;A "bronca" americana é que há décadas eles exploravam o petróleo do mundo inteiro. E foi Mahumud Mossadegh, do Irã, que acabou com isso, nos anos 50.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Assim como Cuba, que construiu uma sociedade decente, eles não perdoam os inimigos.&amp;nbsp;"&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;É aqui onde começarão nossos problemas se não formos cuidadosos&lt;/i&gt;", disse o presidente americano Harry Truman, da “Caça às Bruxas” soa nos 40, apontando para o Irã.&amp;nbsp; A dificuldade de entendimento entre o Hamaz e o Fatah, grupos palestinos de larga ação social e grande influência política, é coisa simples para este negociador Lula, que dá lições de equilíbrio e tolerância. Um brinde à sua política externa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #373e68; font-family: times, serif; font-size: 13px; line-height: normal; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #373e68; font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif;"&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif;"&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-8733248686723450650?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/8733248686723450650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=8733248686723450650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8733248686723450650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8733248686723450650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/lula-israel-e-ira-o-dia-das-relacoes.html' title='LULA, ISRAEL E IRÃ - O Dia das Relações Exteriores'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-8197345163663526172</id><published>2010-03-20T00:01:00.002-03:00</published><updated>2010-03-20T00:01:48.600-03:00</updated><title type='text'>GREGÓRIO BEZERRA</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;strong style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;GREGÓRIO BEZERRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="http://f1133.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f72038%5fAAOniGIAAPP0S6CpDAkLwzWH%2fPo&amp;amp;pid=1.2.2&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="http://f1133.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f72038%5fAAOniGIAAPP0S6CpDAkLwzWH%2fPo&amp;amp;pid=1.2.3&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="http://f1133.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f72038%5fAAOniGIAAPP0S6CpDAkLwzWH%2fPo&amp;amp;pid=1.2.4&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="http://f1133.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f72038%5fAAOniGIAAPP0S6CpDAkLwzWH%2fPo&amp;amp;pid=1.2.5&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="http://f1133.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f72038%5fAAOniGIAAPP0S6CpDAkLwzWH%2fPo&amp;amp;pid=1.2.6&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="http://f1133.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f72038%5fAAOniGIAAPP0S6CpDAkLwzWH%2fPo&amp;amp;pid=1.2.7&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;img align="baseline" alt="" border="0" hspace="0" src="http://f1133.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f72038%5fAAOniGIAAPP0S6CpDAkLwzWH%2fPo&amp;amp;pid=1.2.8&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; border-collapse: collapse; display: table; font-size: inherit; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;tbody style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;tr style="display: table-row; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; vertical-align: inherit;"&gt;&lt;td style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; display: table-cell; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://video.google.com.br/videoplay?docid=-8339651336935878860&amp;amp;hl=pt-BR" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;img height="72" src="http://1.gvt0.com/ThumbnailServer2?app=vss&amp;amp;contentid=f07091483620f641&amp;amp;offsetms=845000&amp;amp;itag=w320&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;sigh=__B8DFsDbTkqLAygNsKk8aVt2_1Cs=" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" width="96" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; display: table-cell; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" width="15"&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; display: table-cell; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://video.google.com.br/videoplay?docid=-8339651336935878860&amp;amp;hl=pt-BR" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Gregório Bezerra - Uma entrevista histórica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;14/11/2008 - 30:43&lt;/span&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-size: small; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Esta entrevista foi realizada quando Gregório Bezerra completara 76 anos no exílio. Documentário de Luiz Alberto Sanz, Lars Safstrom, Leonardo Cespedes e Staffan Lindqvist Postagem:&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Maria do Carmo Andrade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 8pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;pesquisaescolar@fundaj.gov.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Gregório Bezerra, político, líder comunista e ex-sargento do Exército brasileiro, nasceu no dia 13 de março de 1900, no sítio Mocós, município de Panelas de Miranda, estado de Pernambuco. Filho de camponês paupérrimo e analfabeto, passou muita fome desde o ventre materno, porque sua mãe também passava fome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nasceu num ano de grande seca, quando centenas de retirantes morriam pelas estradas afora, em busca de comida e água para beber. Não havia leite, nem materno nem de gado. Seus pais e seus irmãos mais velhos, que haviam perdido a safra anterior, perambulavam nas estradas da caatinga, em busca de trabalho para amenizar a situação crítica da família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Gregório começou a trabalhar na agricultura, preparando roçados, na idade em que deveria ter ido para a escola. Não teve, portanto, oportunidade de ser alfabetizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em 1917, depois de muitas andanças, já no Recife, trabalhando como ajudante de pedreiro, participou de uma passeata por melhores salários e em solidariedade ao movimento bolchevique na União Soviética. Foi preso, julgado e condenado a sete anos de prisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Depois de um novo julgamento foi libertado em 1922. Como para conseguir emprego, precisava do certificado do serviço militar, resolveu entrar para o Exército no Recife. Em 1923, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde completou o serviço militar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em 1925, decide se alfabetizar para fazer o curso de Sargento de Infantaria. Já segundo-sargento, é designado Instrutor da Companhia de metralhadoras pesadas na Vila Militar, tendo sido também instrutor de esportes. Em seguida, solicitou&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;transferência para a Sétima Região Militar, no Recife.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Durante o período em que esteve no Exército, depois de alfabetizado, Gregório descobriu o comunismo, ideologia que abraçou durante toda sua vida, porque acreditava que só assim poderia haver uma sociedade mais justa e melhor. Em 1930, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 1935, era um dos líderes do movimento armado, Aliança Nacional Libertadora (ANL). Participou, como militar rebelde, da luta armada que tentou implantar o regime comunista no Brasil. Com a derrota do movimento, foi preso durante três anos, no Recife, e condenado a&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;28 anos de prisão, pelo Tribunal de Segurança Nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Foi transferido para a Ilha de&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=303&amp;amp;textCode=2230&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Fernando de Noronha&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e posteriormente para o presídio da Ilha Grande no Rio de Janeiro, sendo enviado por fim ao presídio&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=303&amp;amp;textCode=2415&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Frei Caneca&lt;/a&gt;, onde ficou na mesma cela que&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Luiz Carlos Prestes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Anistiado em 1945, e com a legalização do PCB, Gregório volta a Pernambuco e é eleito Deputado Federal pelo Partido, sendo o segundo mais votado de Pernambuco. Em 1948, o comunismo volta à ilegalidade e Gregório teve seu mandado cassado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Pouco depois, um incêndio no 15º Regimento de Infantaria do Exército em João Pessoa, Paraíba, é atribuído aos comunistas e Gregório é preso no Rio de Janeiro, conduzido a um presídio na Paraíba, onde permaneceu durante 91 dias, sendo levado depois para o Recife, onde ficou mais dois anos na prisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Novo julgamento libertou Gregório, que passou a percorrer várias regiões brasileiras pregando a&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=316&amp;amp;textCode=3996&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Reforma Agrária&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e organizando sindicatos de trabalhadores rurais. Em 1963, participou da organização de uma greve de 200 mil trabalhadores da zona canavieira de Pernambuco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em 1964, quando o governador&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=309&amp;amp;textCode=4948&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Miguel Arraes&lt;/a&gt;&amp;nbsp;é deposto e preso, sai em busca de armas para os camponeses na tentativa de enfrentar o Golpe Militar, mas é preso na&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=319&amp;amp;textCode=1101&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Usina Pedrosa&lt;/a&gt;, no município de Ribeirão-PE. Conduzido para o Recife, é torturado em praça pública, arrastado pelas ruas do bairro de&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=300&amp;amp;textCode=900&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Casa Forte&lt;/a&gt;, com uma corda amarrada ao pescoço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Incentivado por&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=312&amp;amp;textCode=5562&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Paulo Cavalcanti&lt;/a&gt;, que estava com ele na mesma prisão, acusados no mesmo processo, Gregório começou a escrever suas memórias. Os manuscritos eram inicialmente entregues a Jurandir Bezerra, filho de Gregório, durante as visitas nos finais de semana. Depois ficaram sob a guarda do próprio Paulo Cavalcanti, que estudava a melhor oportunidade para publicá-los, pois acreditava que seria um “livro de grande interesse social e político, pelo estilo corrente, fácil de ler”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Em 1969, foi libertado juntamente com outros companheiros em troca do embaixador norte-americano, Charles B. Elbrick, que havia sido seqüestrado pela resistência à ditadura militar. Segue para o México e depois para a União Soviética, onde viveu durante dez anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Quando Gregório foi exilado do Brasil, ficou sem notícia de seus manuscritos, pensando que tivessem sido apreendidos pelo Exército ou pela Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS). Resolveu, então, reescrever suas memórias, em Moscou, que foram publicadas com sucesso por Ênio Silveira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Beneficiado pela anistia em 1979, retorna ao Brasil. Deixa o Comitê Central do PCB, por divergências internas, e, em 1982, foi candidato a deputado federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Pernambuco, ficando apenas como suplente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Morreu na cidade de São Paulo, no dia 23 de outubro de 1983.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Seu corpo foi velado na&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&amp;amp;pageCode=285&amp;amp;textCode=4227&amp;amp;date=currentDate" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Assembléia Legislativa&lt;/a&gt;&lt;strong style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;do Estado de Pernambuco, tendo reunindo milhares de pessoas. Do alto de uma galeria da Assembléia Legislativa, uma faixa pintada de vermelho, reproduzia os versos da música cantada por Elis Regina:&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;choram Marias e Clarices no solo do Brasil.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Recife, 3 de novembro de 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;(Atualizado em 9 de setembro de 2009).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;BEZERRA, Gregório.&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Memórias.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. 2v.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;CAVALCANTI, Paulo.&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A luta clandestina&lt;/i&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;: o caso eu conto como o caso foi&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Recife: Ed. Guararapes, 1985.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;GREGÓRIO BEZERRA. In:&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Pernambuco de A/Z&lt;/i&gt;. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href="http://www.pe-az.com.br/biografias/greg%C3%B3rio_bezerra.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.pe-az.com.br/biografias/gregório_bezerra.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 10 out. 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;GREGÓRIO BEZERRA. In:&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Portal dos Municípios&lt;/i&gt;. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href="http://www.municipios.pe.gov.br/municipio/Gregorio_Bezerra.asp" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;http://www.municipios.pe.gov.br/municipio/Gregorio_Bezerra.asp&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em: 13 out. 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;COMO CITAR ESTE TEXTO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;: ANDRADE, Maria do Carmo.&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Gregório Bezerra&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Pesquisa Escolar On-Line&lt;/b&gt;, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;u style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://www.fundaj.gov.br/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;http://www.fundaj.gov.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 7.5pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;gt;. Acesso em:&amp;nbsp;&lt;span style="color: blue; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;dia&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;mês ano&lt;/span&gt;. Ex: 6 ago. 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0.9pt; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;span style="font-size: x-large; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Bezerra, Gregório&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;table style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; border-collapse: collapse; display: table; font-size: inherit; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;tbody style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;tr style="display: table-row; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; vertical-align: inherit;"&gt;&lt;td style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; display: table-cell; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" width="551"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; border-collapse: collapse; display: table; font-size: inherit; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; width: 571px;"&gt;&lt;tbody style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;tr style="display: table-row; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; vertical-align: inherit;"&gt;&lt;td style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; display: table-cell; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;(1900-1983): Nasceu na cidade de Panelas de Miranda, Pernambuco; Desde os 4 anos de idade já trabalhava na lavoura e, quando ficou órfão de pai e mãe, aos oito anos de idade, passou a ser escravo doméstico. Fugiu depois de dois anos de maus-tratos. Entre as várias atividades que exerceu, uma delas foi a de jornaleiro. Embora não soubesse ler os jornais que ele mesmo vendia, seu interesse pela política pôde ser despertado na medida em que conhecia a realidade brasileira de uma forma mais ampla na medida em que os seus colegas liam as notícias de jornais para ele. Em importante greve ocorrida em 1917, Gregório começa a atuar ativamente, lutando pela jornada de 8 horas e em favor da Revolução Bolchevique. Neste episódio foi preso, acusado de perturbar ordem pública e cumpriu 5 anos de prisão.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;No ano de 1922 ele alista-se no Exército e decide se alfabetizar para entrar na Escola de Sargentos. Já a partir de 1927 passou a ler diversas obras marxistas e no ano de 1929 consegue entrar para a Escola de Sargentos. No ano seguinte ele filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e passa a proteger militantes perseguidos pelo movimento&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/i/integralistas.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;integralista&lt;/a&gt;&amp;nbsp;da época. Em 1932 Gregório recebeu a missão de comandar um exército de analfabetos e flagelados da seca, que combateu os Paulistas na Revolução Constitucionalista.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Participante da&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/a/alian_nacion_libert.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Aliança Nacional Libertadora (ANL)&lt;/a&gt;, sua principal tarefa foi filiar o maior número de militares à frente. Gregório obteve sucesso nesta tarefa, além de conseguir centenas de fuzis e munições para a frente. Teve a incumbência, ainda, de deflagrar o movimento revolucionário em Recife. Liderou a tomada do Quartel General e vários pontos importantes da cidade.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Com o movimento derrotado, Gregório foi preso, espancado e barbaramente torturado. Por participar dos eventos ligados à insurreição comunista, Gregório foi condenado a 27 anos de prisão. Em 1942 foi transferido para a Ilha Grande. No ano seguinte, quando passou para o presídio Frei Caneca, conheceu&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/p/prestes_luiz_carlos.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Prestes&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Saiu da prisão em 1945. Recebeu do PCB a tarefa de reorganizar o partido em Pernambuco. Nas eleições de dezembro do mesmo ano, Gregório é o Deputado Federal mais votado para a Constituinte, aonde defendeu o direito de greve e a autonomia sindical; direito de votos aos analfabetos e aos militares; denúncia da exploração do trabalho, principalmente infantil; defesa da construção de creches para as mães solteiras e trabalhadoras, assim como sua obrigatoriedade em escolas, postos médicos, favelas e locais de trabalho. Foi defensor incondicional da Reforma Agrária Radical.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Em setembro de 1947 o PCB volta novamente à ilegalidade e o mandato de seus deputados são cassados, inclusive o de Gregório Bezerra. Em 1948 foi seqüestrado e preso por ordem do então presidente&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/d/dutra_eurico.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Dutra&lt;/a&gt;. Foi falsamente acusado de incendiar o quartel 15 R.I., em João Pessoa, na Paraíba. Sofreu várias tentativas de assassinato. Depois de dois anos de prisão foi absolvido por unanimidade pelo STM. Mesmo solto, continuou sendo perseguido. Entrou para a clandestinidade e continuou atuando na organização do PCB. Atuou em São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Paraná.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Em 1957 foi novamente preso por sua militância, principalmente formando Ligas Camponesas e sindicatos rurais. Foi liberto por habeas corpus.&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;No V Congresso do partido, no ano de 1960, é eleito para o Comitê Central.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Com o Golpe Militar de 1964, Gregório foi novamente cassado, espancado e barbaramente torturado pelos militares. Durante o período em que esteve preso, foi levado às ruas de Recife, amarrado com cordas pelo pescoço e arrastado.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Foi processado e condenado por crime de lesa Pátria e por subversão a 19 anos de prisão e sua saúde e integridade física foram totalmente abalados. Foi libertado, somente, no ano de 1969, trocado, junto com 13 presos políticos, pela vida do embaixador americano seqüestrado no Brasil.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Foi enviado ao México, Cuba e URSS, onde recebeu assistência médica para tratar de sua saúde. Recuperado, passou a integrar o Movimento Internacional da Classe Operária no exílio. Retornou ao Brasil no ano de 1979, com a Anistia.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Em 1980 desliga-se do PC, solidarizando-se com&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/p/prestes_luiz_carlos.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Prestes&lt;/a&gt;, afirmando que continuaria fiel ao Marxismo-Leninismo e lutando pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Em 1982, candidata-se à Deputado Federal por Pernambuco, conseguindo a suplência. Pouco antes de morrer Gregório declarou: “Gostaria de ser lembrado como o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos; amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das Ditaduras Fascistas”.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.brascuba.org.br/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;Associação Política-Cultural Brasil/Cuba - Casa Gregório Bezerr&lt;/a&gt;&lt;div style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-8197345163663526172?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/8197345163663526172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=8197345163663526172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8197345163663526172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/8197345163663526172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/gregorio-bezerra.html' title='GREGÓRIO BEZERRA'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-7568280157087333789</id><published>2010-03-19T23:58:00.002-03:00</published><updated>2010-03-19T23:58:21.202-03:00</updated><title type='text'>SACOS PLÁSTICOS E FAUNA MARINHA</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;SACOS PLÁSTICOS E FAUNA MARINHA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Um dos maiores atentados cometidos pelos sacos plásticos não é o entupimento dos bueiros, mas o envenenamento da fauna de aves da praia. Ansiosas, pombas, pássaros, gaivotas, biguás, falcões, albatrozes, pássaros de pardais a bem-te-vi a sabiá, quero-quero, mergulhões e exemplares diversos investem com avidez aos corpos supostamente brilhantes dos sacos de lixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Esses sacos lhes provocam a morte por distúrbios gastrointestinais – em crime contra a natureza. Com eles voam ao mar para sufocar-se. A interrupção imediata do uso de sacos plásticos na limpeza da praia é uma emergência contra este genocídio das aves da areia. Este ataque atenta contra o bom-senso e fere o ecossistema formado como sucessor dos antigos habitantes da areia e do jundú, onde o grande Saturnino projetou o jardim das praias de Santos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Por favor, livrem-nos desses invasores do ambiente humano – com ou sem logística. Já basta o óleo e as circunstâncias homicidas à fauna. Quem sabe elas não tragam interesse porque presentes apenas quando as praias estão vazias de gente.&amp;nbsp;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;E podem ficar, para sempre, vazias de aves, já que marchamos para sua extinção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-7568280157087333789?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/7568280157087333789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=7568280157087333789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/7568280157087333789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/7568280157087333789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/sacos-plasticos-e-fauna-marinha.html' title='SACOS PLÁSTICOS E FAUNA MARINHA'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-7728983791657199826</id><published>2010-03-19T23:54:00.000-03:00</published><updated>2010-03-19T23:54:21.470-03:00</updated><title type='text'>COVAS DEVERIA SER PREFEITO?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;COVAS DEVERIA SER PREFEITO? – I&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O EVENTO NOSCHESE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Quem garante isso, que o então janista Mário Covas deveria ter sido empossado prefeito em 1961, é Nelson Noschese, ex-vereador, quase 94 anos, lucidez a toda prova.&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Candidato a vice-prefeito nessa eleição, ele se culpa pela derrota à Prefeitura de Mário Covas nas eleições desse ano, na sucessão de Silvio Fernandes Lopes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Segundo Clovis Rossi, foi Janio quem “puxou” Zuza, seu apelido de infância, que seria seu adversário nas eleições paulistanas em 1985 - senador mais votado da história da República em 1986, que fora cassado pela Ditadura de 1969 a 1979.&amp;nbsp;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Foi ele, descendente de espanhóis de Pontevedras, que liderou a rejeição à proposta de cassação de Márcio Moreira Alves em 1968, semente do Ato V.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Nelson conta que para muitos na época quem deveria assumir a Prefeitura era Covas – chamado em A Tribuna de “girafa”, por seu pescoço longo. Era o candidato do prefeito Silvio, seu executor de políticas públicas nas obras, alterando a ótica vigente e abrindo espaços populares. La Scala havia falecido antes da posse, em oito de abril, após a eleição em 24 de março.&amp;nbsp;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas quem recebeu o cargo foi José Gomes, o vice mais votado, em 14 de abril.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Covas, que tinha o apoio de Janio Quadros e concorreu pelo PST, o Partido Social Trabalhista, perdeu para Luiz La Scala Júnior, do Partido Social Progressista de Adhemar de Barros, o PSP, o candidato do prefeito nesse pleito. Segundo sua biografia, Covas teria dito ao pai que queria ser prefeito de Santos aos 14 anos. Ocupou vários cargos, como deputado federal, prefeito de São Paulo e Governador do Estado em 1994, mas não este. Faria 80 anos em 21 de abril de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;“Parte da culpa da derrota de Covas foi minha”, considera Noschese - o que teria ocorrido em face da sua escolha como vice. Sua culpa: ter vacilado entre o apoio a ele e a La Scala, hoje nome de Rua na Vila Mathias, a antiga Avenida número 705, denominada Luiz La Scala Júnior&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;pela Lei nº 2.386, de três de agosto de 1961, sancionada pelo Prefeito Municipal, José Gomes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Luiz La Scala Júnior era tio-avô do jornalista Francisco La Scala, secretário de Comunicação do prefeito Papa e foi presidente do Conselho deliberativo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span" style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;do Clube Internacional de Regatas de 1951 a 1959.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Alto funcionário da Prefeitura, entre outros cargos técnicos, La Scala foi diretor de obras do governo Silvio Fernandes Lopes e faleceu antes da posse em oito de abril de 1961, após acidente automobilístico no dia quatro, um dia após sua diplomação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;La Scala era filho do líder sindical anarquista Luiz La Scala, fundador da Federação Operária Local de Santos, a FOLS, introdutora do anarcossindicalismo na cidade. E depois vereador, colega do ex-vereador, prefeito e deputado Oswaldo Justo, de quem era amigo. Foi presidente da Câmara em 1948 e vice-presidente em 1949 e 1950, nome de uma Praça na Ponta da Praia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;COVAS DEVERIA SER PREFEITO? – II&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK4" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="" name="OLE_LINK3" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;- O EVENTO NOSCHESE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Aconteceu que seis dias antes da posse, em oito de abril de 1961, o ainda prefeito Silvio Fernandes Lopes assina o Decreto 2.043: era o luto de três dias pela morte de La Scala, que falecera neste dia e que fora seu revolucionário secretário de Obras. Era quem acudia a queda de terra nos morros pessoalmente e com terra na mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Foi como depôs a irmã do “engenheiro popular”, famoso por seu trabalho nos bairros e nos morros no governo do prefeito Silvio Fernandes Lopes, Luiz La Scala Júnior, na velha casa da Rua Julio Conceição, nos anos 90. É o ex-vereador Nelson Noschese que conta a história e suas dúvidas. Ele foi empossado para o mandato de vereador de 1948 a 1951, na 15ª Legislatura, mas não a cumpriu integralmente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A trajetória de Nelson Noschese inclui a passagem por cargos na Câmara de Registro como vereador, com posse em 1/2/1977, na oitava legislatura, até 1983. Lá foi também vice-prefeito. Em sua época, era prefeito de Santos, Rubens Ferreira Martins, que governou de abril de 1947 a outubro de 1948. E julho de 1950 a dezembro de 1950, quem fez o único túnel da cidade, que leva seu nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Nelson Noschese, Contador de origem, 94 anos, ex-vereador, três filhos, três netos e dois bisnetos, é loquaz e bem humorado. Nascido em 21 de agosto de 1916, seu pai Raphael Noschese era presidente do PTB, partido em que se elegeu. Poderia ser o prefeito, sua campanha ao lado do vencedor Luiz La Scala Júnior, vice-presidente da Câmara em 1948, 1949 e 1950, estava na rua, apoiada pelo vereador Fernando Oliva.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;E foi o vice que assumiu nessa eleição: José Gomes - que o venceu na disputa dos vices e que tivera 33 mil votos, mais do que o prefeito eleito com 28 mil (31% do total). A cidade tinha 91 mil eleitores e La Scala era apoiado pelo PSB/PTB, Covas pelo PTN/UDN (22 mil votos).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Concorriam ainda&amp;nbsp; presidente do Santos F.C., Athiê Jorge Cury pelo PDC – Partido Democrata Cristão (18 mil votos) e o então deputado federal Antonio Ezequiel Feliciano, que havia conquistado a Autonomia com seu projeto e corria como candidato independente, terminando com seis mil votos. Os candidatos a vice eram, além de Gomes e Noschese, Jaime Peres e Newton Aragão. O vereador e professor Fernando Oliva considerava “interessante” para La Scala a candidatura a vice de Noschese ao seu lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Afinal, as candidaturas a vice eram independentes do titular. Mas acusado de trocar Covas por La Scala e com as pressões da maçonaria para que José Gomes ficasse como seu vice, ele que havia desistido, Noschese foi acusado de traição e acredita ter assim prejudicado Covas, a La Scala e a si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;COVAS DEVERIA SER PREFEITO? – III&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;- O EVENTO NOSCHESE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Conforme contou Nelson Noschese, “foi José Gomes, no Saldanha, que me pediu para assumir a posição de vice de La Scala, que ele iria desistir”, conta. “Um advogado do PTB dizia isso nos comícios, que eu traira Covas e fora para La Scala, foi terrível para todos, para mim inclusive”, diz Noschese. O vice que iria desistir desistiu de desistir.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O empossado em 1961, ao invés de Covas, foi o vice ligado a La Scala, que havia falecido, José Gomes. E que concorrera com ele ao cargo, na época em eleições independentes – com uns quatro mil votos de diferença, 32 a 28 mil votos. Nelson Noschese acredita que foi interferência de Jango, o presidente da República, do mesmo partido de Gomes, o PTB, que fizesse com que isto ocorresse. Gomes governou de 14/10/1961 a 15/6/1964, quando seria cassado, diz o então candidato a vice-prefeito, na época em eleições independentes e não associadas ao candidato ao Executivo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Anunciava o jornal “O Diário” em 16 de junho de 1964: “Cassado José Gomes – empossado Ridel”, notícia que fora anunciada na noite do dia 14. O prefeito era cassado junto com o Presidente da Câmara, João Inácio de Souza. E o gesto traduziu-se como mais um episódio de destruição de vidas, pois José Gomes morreu em difíceis condições, assim como sua família – apesar de ser acusado pelos ditadores de plantão de “corrupto”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;A desenvoltura e lucidez de Nelson Noschese aos 94 anos são dignas de nota, para não falar digna de Registro – que é a cidade para onde ele foi após ser colocado em disponibilidade pelo Interventor Clóvis Bandeira Brasil, junto com umas 150 pessoas. Seu “crime”: ser amigo do prefeito anterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Era a tradicional “vindita”: “Eu ganhava quatro mil e passei a ganhar 400”, diz Noschese. “Vendi tudo e fui morar em uma pensão no Gonzaga com mulher e filha, depois fui para o litoral”, conta, ele que era chefe do Departamento de Receita, atual secretaria. Ele dá o nome de quem apontava os funcionários que deviam ser punidos: Alberto Costa Filho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Mas o que ainda entristece Nelson é que ficou apenas 40 meses no cargo de vereador, em que assumiu na segunda lista - após a cassação dos 14 vereadores comunistas -, foi ter que entregar, por acordo partidário, o cargo no Legislativo ao então presidente do PTB, Benedito Neves Góis, renunciando para que isso ocorresse - em 30/9/1948.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Benedito, que assumiu em 12/10/1948, seria substituído depois por Fausto Saddy. “Fosse hoje eu não cumpriria o acordo partidário”, diz Noschese, que na época tinha 32 anos. Havia disputado a legenda com Benedito e depois da cassação dos 14 vereadores comunistas, no recálculo dos cocientes, disputou nova eleição com Benedito e venceu – assumindo o cargo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;COVAS DEVERIA SER PREFEITO? – IV&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;- O EVENTO NOSCHESE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O vereador e vice-prefeito de Registro Nelson Noschese já foi vice-presidente da Associação dos Combatentes de 1932. Na época revolucionária era escoteiro e atuou no quartel central e posto de alistamento do movimento, a atual escola Barnabé, na Avenida São Francisco – onde colaborava na equipe liderada pelo padre João Batista de Carvalho, líder local do movimento. Por conta disso recebe ainda hoje cerca de 400 reais, como “ex-combatente”, conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Estafeta. Esta era a função do então contador Nelson Noschese, que aos 16 anos mergulhou de cabeça nos ideais do movimento constitucionalista de 1932. "Era como se fosse o&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;office-boy&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de hoje. Levava correspondências, buscava doações e fazia de tudo um pouco", diz ao jornal A Tribuna em nove de julho de 2004.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Diz ainda a matéria que “... Noschese defende a atuação dos que fizeram a engrenagem do movimento funcionar, como enfermeiras, costureiras, cozinheiras e outros. Não fomos ao&amp;nbsp;&lt;i style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;front&lt;/i&gt;, mas somos combatentes porque colaboramos com a revolução. Sem a retaguarda não existiria a guerra".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Conforme o aposentado, que já foi vice-prefeito e vereador em Registro, todo o esforço não foi em vão. "Conseguimos a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/brasil18.htm" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: underline;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;"&gt;Constituição&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;e, embora tenha tido uma parcela pequena nesta luta, fiquei satisfeito com o resultado". Sem trajes ideológicos, Nelson Noschese diz que simpatiza com Maluf, Adhemar (“a mulher dele era uma santa”) e Jânio Quadros, “gente que mostra a cara”. Quando nasceu, morava no Paquetá, na Rua Constituição, também na Rua Brás Cubas 248. É filho de família simples, com seis irmãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Sua lista de atividades profissionais é extensa, pois foi dono de mercearia, empreiteiro de obras, trabalhou em cooperativas, escritórios contábeis, teve salsicharia e restaurante, entre outras atividades. A maior foi conquistar votos, com leveza e raciocínio. Segundo ele, tem como aspecto marcante a facilidade de conquistar amigos, estabelecer relações. “Hoje eu poderia sim ser candidato”, diz, respondendo ao desafio do entrevistador. “Só não sou candidato porque não me elegeria, teria uns mil votos, insuficientes para me eleger”, diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;“Mas se eu voltasse ao litoral, depois de algum tempo me elegeria ainda”, argumenta. Foi lá que ganhou forças para sobreviver e fazer nova carreira. Quando desempregado praticamente pelo Interventor Bandeira Brasil, colocado em disponibilidade e com salário reduzido, foi ajudado por Laudo Natel, então governador nomeado do Estado, e por um amigo de nome Mauriti Isidoro de Oliveira. Havia sido instalada no Vale do Ribeira uma empresa estatal de nome SANLEVADE e o superintendente era Mauriti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O amigo de Nelson Noschese Mauriti o convidou para ser o superintendente financeiro da SANLEVADE em Registro e ele foi, depois mandou trazer a família de Santos. E por seu desprendimento e boas relações com a comunidade, foi logo ocupando cargos. Foi presidente da Comissão de Esportes e do MOBRAL, um programa de alfabetização de adultos federal da época. Indicado para ser vereador no bloco do então prefeito José de Carvalho, eleito foi líder do Governo e enfrentou pesadas batalhas na Câmara na defesa do Chefe do Executivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;“Tinha até enfrentamentos corporais naquela época”, diz, em plenário “e eu era um bom líder” revela. E conta que ia ser candidato a prefeito indicado por Carvalho, que ocupava o cargo, “mas ele conseguiu passar a estratégia de divorciar-se de mentira e lançar a esposa, o primeiro a aplicar este golpe no Brasil, continuando a mandar na Prefeitura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;“O prefeito era um tipo assim que nem o Ademar de Barros – ex-governador do Estado do PSP - Partido Social Progressista, de procedimentos pouco ortodoxos como o exposto por Adelaide Carraro no livro “Eu e o governador”, em que ele pede uma comissão na ajuda que dá ao reformatório.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 14.4pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5.2pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Ademar era o mesmo partido do prefeito Silvio Fernandes Lopes. “Não sei se me entende”, diz, a respeito da comparação com aquele apelidado de “rouba, mas faz” – e tinha grande popularidade. Segundo ele, a oposição da época, que tinha até um advogado, era competente e renitente e tinha dele um resistente tenaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Jornalista, Historiador pós-graduado e Bacharel em Direito&amp;nbsp;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;E-mail: jornalistapaulomatos@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;Blog:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;a href="http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/" rel="nofollow" style="color: #003399; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; text-decoration: none;" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;w&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Twitter: w&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;ww.twitter.com/jorpaulomatos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="color: #373e68; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Fone: 13-97014788&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4243043668688301224-7728983791657199826?l=jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/feeds/7728983791657199826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4243043668688301224&amp;postID=7728983791657199826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/7728983791657199826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4243043668688301224/posts/default/7728983791657199826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalsantoshistoriapaulomatos.blogspot.com/2010/03/covas-deveria-ser-prefeito.html' title='COVAS DEVERIA SER PREFEITO?'/><author><name>Jornal Santos História Paulo Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00525127419321464516</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_2GBsoMSlo8g/SSoPNXwNM-I/AAAAAAAAAAk/YYaUU__cOOo/S220/perfil+blog+pai.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4243043668688301224.post-5628637076775240451</id><published>2010-03-19T23:39:00.002-03:00</published><updated>2010-03-19T23:39:29.000-03:00</updated><title type='text'>1968 e o  “Assalto aos céus”</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;1968 e o&lt;span style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“Assalto aos céus”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Paulo Matos (*)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Dizia-se e ainda dizem: estamos a serviço de qualquer governo. Eram assim os agentes do DOPS, pseudo-profissionais de trabalhos de escuta e acompanhamento do que chamavam “subversivos” do ponto de vista político, os que queriam transformar em 1968. E para fazê-lo era preciso derrubar os “gorilas” de 1964 e o capitalismo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;O DOPS era uma delegacia específica para “subversão” (como a do consumidor, hoje) - e nos policiava.&amp;nbsp;Nós fazíamos o que Marx chamou de “Assalto aos céus”, na crítica da efêmera tomada do poder pelos trabalhadores em 1848 na França, durante a “Primavera dos Povos” e a série revolucionária 120 anos antes – que irradiou até revoluções no Brasil como A Praieira. Em 1868, Castro Alves vinha para São Paulo: seria rebeldia secular?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;Era o DOPS um grupo de policiais civis sem qualquer formação intelectual ou ideológica, igualitária ou não, metidos em uma tarefa que alguns queriam levar a sério, vejam vocês. Olha, se isto não é teatro de absurdo de Fernando Arrabal (1932-), que teve sua primeira peça encenada no Brasil em Santos e pela comunista Patrícia Galvão em 1948 (40 anos antes) eu não sei o que é. Eram ridículos, mas tínhamos medo deles. Éramos jovens. A coisa iria piorar bastante, ah, isto iria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;"&gt;&lt;br style="line-height: 1.2em; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="display: block; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span
